Após 17 anos de pesquisa e de perfurações, que hoje chega a 14 mil metros de sondagens, na região de São Lourenço do Piauí, a mineradora SRN Mineração, anunciou, em reunião com o governador Wellington Dias, no Palácio de Karnak, a instalação de sua planta de produção com o objetivo de, a partir de 2018, produzir 600 mil toneladas de ferro e empregar 200 pessoas, em São Raimundo Nonato, sede da empresa.
O presidente da mineradora, Marcelo da Silva Prado, declarou que a empresa decidiu produzir e vender para o mercado local, não dependendo da Rodovia Transnordestina, inicialmente, já que vai utilizar o transporte rodoviário com destino ao Porto de Itaqui, em São Luís (MA), que será encaminhada para as siderúrgicas nacionais, que transforarão o minério em lingote de aço para a indústria.
“Vamos começar a produção, porque o preço da commoditie aumentou no mercado internacional. No início de 2016, a tonelada custava U$$ 50,00 e, na sexta-feira, já estava custando U$$ 81,00. O câmbio também está se ajustando na casa de R$ 3,10 a cada dólar. Estamos torcendo para que o campo esteja alto”, declarou Marcelo da Silva Prado.
Segundo ele, a mina de ferro tem uma capacidade de 6 bilhões de toneladas, com um teor de ferro de 20%. Atualmente tem certificado 200 mil toneladas de ferro.
Ele fala que a planta piloto que começa a ser implantado em São Raimundo é destinado ao mercado interno e mais tarde será exportado para países como a China, principal comprador.  “Estados do Nordeste, como o Ceará, já têm atividade siderúrgica”, afirma.
A SRN Mineração já investiu R$ 20 milhões e agora vai investir mais R$ 15 milhões na implantação da planta piloto da mineradora.
O secretário Estadual de Mineração, Petroleio, Gás e Energia Renovável, Luiz Coelho, afirmou que o impacto da produção não é só para a região de São Raimundo, mas para todo o Estado.
“A mineradora está começando a produção de São Raimundo Nonato, mas vai adentrar na região de Paulistana e Acauã. A grande novidade é que vamos explorar o ferro sem a necessidade da Transnordestina, pois a exploração do minério vai ser feita a seco, sem a necessidade da barragem de rejeito e essa economia vai dar muito bem para transportar pelas rodovias”, declara.