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terça-feira, 9 de junho de 2020

A parábola dos talentos: a Bíblia, os empreendedores e a moralidade do lucro

Robert Sirico     Instituto Mises Brasil 
Robert Sirico
é fundador e presidente do Acton Institute.  Padre e mestre em teologia, ele também é membro da Mont Pèlerin Society, da Academia Americana de Religião e da Philadelphia Society, além de ser conselheiro do Instituto Cívico de Praga.



As parábolas de Jesus nos ensinam verdades eternas, mas também oferecem lições práticas inesperadas para as questões mundanas.
No Evangelho de Mateus (Mt 25:14-30), encontramos a parábola dos talentos de Jesus. Como todas as parábolas bíblicas, elas têm muitos níveis de significado. Sua essência se relaciona a como utilizamos o dom da graça de Deus. Com relação ao mundo material, trata-se de uma história sobre capital, investimento, empreendedorismo, e o uso adequado de recursos econômicos escassos. É uma refutação direta àqueles que veem uma contradição entre o sucesso dos negócios e a vivência da vida cristã. 
A parábola
Um homem rico, prestes a iniciar uma longa viagem, chamou os seus três servos e lhes disse que eles seriam os guardiões de seus bens enquanto estivesse ausente. Após o mestre analisar as habilidades naturais de cada um, ele deu 5 talentos a um servo, 2 a outro, e 1 ao terceiro. Em seguida, partiu para sua viagem.
Os servos não perderam tempo e imediatamente adentraram o mundo do empreendimento e dos investimentos.  Aquele que recebera cinco talentos empreendeu e ganhou outros cinco.  Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que havia recebido apenas um fez uma cova no chão e escondeu ali a propriedade do seu mestre.
Depois de muito tempo, o mestre retornou e foi acertar as contas com seus servos. O servo que havia recebido 5 talentos se apresentou. "Meu senhor", ele disse, "o senhor me confiou 5 talentos; veja, aqui estão mais cinco que eu consegui!".
"Muito bem, servo bom e fiel!" o mestre respondeu. "Já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito; entra no gozo do teu senhor!"
Em seguida, o servo que havia recebido 2 talentos se aproximou do mestre. "Meu senhor", disse, "o senhor me confiou 2 talentos; veja, obtive mais dois!" O mestre disse: "Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito, entra no gozo do teu senhor". 
Finalmente, aquele que havia recebido 1 talento se aproximou de seu mestre. "Meu senhor", disse, "eu soube que és um homem severo, ceifas onde não semeaste e recolhes onde não joeiraste; e, atemorizado, fui esconder o teu talento na terra; aqui tens o que é teu!".
A resposta do mestre foi rápida e severa: "Servo mau e preguiçoso! Se sabias que ceifo onde não semeei e que recolho onde não joeirei, devias, então, ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros e, ao meu retorno, teria recebido o que é meu com juros".
O mestre ordenou que o talento fosse tomado do servo preguiçoso e dado àquele que tinha dez talentos: "Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos; porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá o choro e o ranger de dentes!"
Essa não é a história que frequentemente ouvimos nos púlpitos e sermões. Nossos tempos ainda exaltam uma ética socialista na qual o lucro é suspeito, e o empreendedorismo é visto com suspeita e desagrado. Porém, a história apresenta um significado ético facilmente perceptível, e apresenta lições profundas que ajudam a compreender qual é a responsabilidade humana na vida econômica.
Uma análise mais atenta
Nessa parábola, a palavra "talento" possui dois significados. É uma unidade monetária: era a mais utilizada da época. O estudioso bíblico John R. Donovan relata que um único talento era equivalente ao salário de 15 anos de um trabalhador comum. Portanto, sabemos que a quantia dada a cada servo era considerável.
Se interpretarmos de uma forma mais ampla, os talentos se referem a todos os dons que Deus nos deu. Essa definição abarca todos os dons — naturais, espirituais e materiais. Inclui, também, nossas habilidades e recursos naturais — saúde e educação —, bem como nossas posses, dinheiro e oportunidades.
Uma das lições mais simples dessa parábola é que não é imoral lucrar por meio do uso de nossos recursos, inteligência e trabalho. A alternativa ao lucro é o prejuízo; e a perda de riqueza, especialmente por falta de iniciativa, certamente não constitui uma boa e sensata administração.
A parábola existente no Evangelho de São Mateus pressupõe uma compreensão básica da correta administração do dinheiro. De acordo com a lei rabínica, o ato de enterrar o dinheiro era considerado a forma mais segura contra o roubo. Se a uma pessoa fosse confiada uma quantia em dinheiro e ela o enterrasse tão logo estivesse em seu poder, ela estaria livre da culpa se algo acontecesse com ele. O oposto era verdade se o dinheiro fosse enrolado em um pano.  Nesse caso, a pessoa era responsável por cobrir qualquer perda (prejuízo) incorrida devido à má administração do depósito que lhe foi confiado.  
Ainda nessa história, o mestre inverte o entendimento da lei rabínica. Ele considerou enterrar o talento — ficando elas por elas — como um prejuízo, pois ele pensava que o capital deveria receber uma taxa de retorno razoável. De acordo com esse entendimento, tempo é dinheiro (ou juros).
A parábola também contém uma lição crítica sobre como devemos utilizar as habilidades e recursos dados por Deus. No livro de Gênesis, Deus deu a Adão a Terra à qual ele deveria misturar seu trabalho para seu próprio uso. Na parábola, de forma similar, o mestre esperava que seus servos buscassem ganhos materiais. Em vez de preservar passivamente o que lhes tinha sido dado, o mestre esperava que investissem o dinheiro. O mestre ficou furioso diante da timidez do servo que tinha recebido um talento. Deus nos ordena a utilizar nossos talentos para fins produtivos. A parábola enfatiza a necessidade do trabalho e da criatividade, e condena a preguiça.
A busca por segurança
Ao longo da história, as pessoas tentaram construir instituições que assegurassem uma segurança perfeita, como o servo fracassado tentou. Tais esforços variam dos estados de bem-estar greco-romanos, passando pelo totalitarismo soviético em grande escala, até as comunidades luditas da década de 1960.
De tempos em tempos, esses esforços foram adotados como soluções cristãs para inseguranças futuras. Ainda assim, na Parábola dos Talentos, a coragem frente a um futuro incerto é recompensada no primeiro servo, que recebeu mais. Ele havia empreendido os 5 talentos, e ao fazê-lo, obteve mais 5. Teria sido mais seguro para o servo investir o dinheiro no banco para obter juros. Pela fé que demonstrou, foi-lhe permitido manter os 5 iniciais mais os 5 que havia recebido, compartilhando da alegria do mestre. 
Isso implica uma obrigação moral de confrontar a incerteza de maneira empreendedora. E ninguém o faz melhor que o empreendedor. Muito antes de saber se haverá retorno aos seus investimentos ou ideias, ele arrisca seu tempo e sua propriedade. Ele tem de pagar os salários de seus empregados muito antes de saber se o seu empreendimento terá algum retorno. Ele incorre em gastos muito antes de saber se previu os eventos futuros de forma acurada. Ele vê o futuro com esperança, coragem e um senso de oportunidade. Ao criar novos negócios, ele oferece alternativas para os trabalhadores, que agora podem optar por receber um salário e desenvolver suas habilidades.
Por que, então, os empreendedores são frequentemente punidos como maus servos de Deus?
Muitos líderes religiosos falam e agem como se o uso dos talentos e recursos naturais dos empresários em busca do lucro fosse imoral, uma noção que deveria ser descartada à luz da Parábola dos Talentos. O servo preguiçoso poderia ter evitado seu destino sombrio ao ser mais empreendedor. Se houvesse feito um esforço para empreender o dinheiro do seu mestre e retornado com prejuízos, ele não teria sido tratado tão mal, pois ao menos teria trabalhado em nome do seu mestre.
Empreendedorismo e ganância
A religião deve reconhecer o empreendedorismo pelo que ele é: uma vocação. 
A capacidade de sucesso nos negócios, na bolsa de valores ou em um banco de investimentos é um talento. Como outros dons, não deveriam ser desperdiçados, mas usados em sua plenitude para a glória de Deus. Críticos ligam o capitalismo à ganância, mas a natureza fundamental da vocação empresarial é se concentrar nas necessidades dos consumidores e se esforçar para satisfazê-las. Para ter sucesso, o empreendedor tem de servir aos outros.
A ganância se torna um risco espiritual — que ameaça a todos nós, independentemente de nossa riqueza ou vocação — quando passa a haver um desejo excessivo ou insaciável por ganhos materiais, independentemente de nossa condição financeira. O desejo se torna excessivo quando, nas profundezas do seu ser, ele supera as preocupações morais e espirituais. 
Mas a parábola deixa claro que a riqueza por si só não é injusta — pois o primeiro servo recebeu mais do que o segundo e o terceiro. E quando o lucro é o objetivo a ser alcançado pelo uso do talento empresarial, isso não configura ganância. É apenas o uso apropriado do dom.
Além de condenar o lucro, os líderes religiosos frequentemente favorecem diversas variedades de igualdade social e redistribuição de renda. Sistema de saúde universal, maiores gastos com políticas assistencialistas, e tributação pesada sobre os ricos são todos promovidos em nome da ética cristã. O objetivo supremo de tais políticas é a igualdade, como se as desigualdades inatas que existem entre as pessoas fossem, de alguma forma, inerentemente injustas.
E não é assim que Jesus se posiciona na Parábola dos Talentos. O mestre confiou talentos a cada um de seus servos de acordo com suas respectivas habilidades e capacidades. Um recebeu 5, enquanto outro recebeu somente 1. Aquele que recebeu menos não recebe compaixão do mestre pela sua falta de recursos em comparação ao que seus outros colegas receberam. 
Podemos inferir dessa parábola que a igualdade de renda ou a realocação de recursos não é uma questão moral fundamental. Os talentos e matérias-primas que cada um de nós tem não são inerentemente injustos; sempre existirão desigualdades desenfreadas entre as pessoas. Um sistema moral é aquele que reconhece tal fato e permite que cada pessoa utilize seus talentos em sua plenitude. Todos nós temos a responsabilidade de empregar as capacidades e habilidades das quais fomos dotados.
Também podemos aplicar a lição dessa parábola às nossas políticas sociais. No sistema vigente, o salário do trabalhador é tributado para pagar os benefícios daqueles que não trabalham. 
Frequentemente ouvimos que "não existem empregos" para a grande maioria dos pobres. No entanto, sempre existe trabalho a ser feito. A necessidade de trabalho é, por definição, infinita. Um homem com duas mãos saudáveis pode encontrar trabalho que pague $1 por hora. Em tese, ele deveria decidir se trabalhar ou não. No entanto, é o governo quem decide se ele pode ou não aceitar tal valor. Por isso, nosso sistema de bem-estar desencoraja o trabalho. Além de o governo proibir aqueles que aceitariam trabalhar por menos que o salário mínimo, ele também cria um incentivo perverso para se recorrer ao assistencialismo: ninguém aceitará um trabalho que pague pelo menos o mesmo que o seguro-desemprego.
Deus ordena que todas as pessoas utilizem seus talentos; todavia, em nome da caridade, nosso sistema assistencialista encoraja as pessoas a deixarem que suas habilidades naturais atrofiem, ou que nem mesmo as venham a descobrir. Dessa maneira, estimula-se o pecado. 
A Parábola dos Talentos implica que a inatividade — ou o desperdício de talento empreendedorial — incita a ira de Deus. Afinal, o servente mais baixo não havia desperdiçado o talento; ele simplesmente o havia enterrado: algo que era permissível (aceitável) pela lei rabínica. A rapidez da reação do mestre surpreende. Ele o chama de "mau e preguiçoso" e o expulsa para sempre de sua convivência.
Aparentemente, não é somente a preguiça do servo que motiva tanta ira. Ele não mostrou nenhum arrependimento, e ainda culpou seu mestre pela sua timidez (incompetência). Sua desculpa para não investir o dinheiro é que ele considerava o seu mestre duro e exigente, embora a ele houvessem sido confiados recursos generosos. Por medo do fracasso, ele se recusou até mesmo a tentar ter sucesso.
Essa parábola também nos ensina algo sobre macroeconomia. O mestre seguiu viagem deixando o total de 8 talentos; ao retornar, os 8 haviam se transformado em 15. A parábola não é a história de um jogo de soma zero. O ganho de uma pessoa não ocorre à custa de outrem. O empreendimento exitoso do primeiro serve não prejudica as possibilidades do terceiro servo. O mesmo se aplica à economia atual. Ao contrário do que é normalmente pregado do púlpito, o sucesso dos ricos não vêm à custa dos pobres.
Se por se tornar rico o servo mais bem sucedido tivesse prejudicado a outrem, o mestre não o teria elogiado. O uso sábio dos recursos em investimentos não somente é correto do ponto de vista individual, como também ajuda as outras pessoas. Uma onda que sobe levanta todos os barcos. Da mesma forma, a riqueza do mundo desenvolvido não ocorre nas costas das nações em desenvolvimento. A Parábola dos Talentos implica uma sociedade livre e aberta.
Cristãos de esquerda normalmente recorrem às palavras de Jesus em Mateus 19:24: "Como é difícil entrar no Reino de Deus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus". Seus discípulos foram tomados de surpresa, e se perguntaram: quem poderia ser salvo, então? Jesus acalmou seus medos: "para um homem é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis".
Isso não significa que nosso sucesso material nos afastará do paraíso; implica, isso sim, a necessidade de levarmos uma vida moralmente, a qual deve estar acima de qualquer preocupação com bens materiais. Nossa preocupação para com Deus deve ser a mesma que os servos tiveram com relação aos interesses do seu mestre enquanto buscavam o lucro. Permanece verdade que, não obstante todas as nossas posses e feitos terrenos, dependemos completamente de Deus para alcançarmos a salvação.
No entanto, para a condução da economia, dependemos fortemente do empreendedorismo, do investimento, da tomada de risco e da expansão da riqueza e da prosperidade. Deveríamos ser mais críticos quanto à maneira como nossa cultura trata o empreendedorismo. As revistas de negócios estão repletas de histórias de sucesso. O herói é frequentemente o empreendedor corajoso, visionário e alegre, que se assemelha ao servo capaz que recebeu 5 talentos. Contudo, ao mesmo tempo, a fé religiosa popular continua a louvar e promover o comportamento endêmico do servo preguiçoso que foi expulso do convívio do mestre.
Conclusão
O cristianismo é frequentemente culpado pelo fracasso dos projetos socialistas ao redor do mundo. E, em muitos casos, cristãos desinformados participaram da construção desses tipos de projetos. A lição da Parábola dos Talentos precisa ser mais bem entendida. O sonho socialista é imoral. Ele simplesmente institucionaliza o comportamento condenável do servo preguiçoso. 
Onde Deus recomenda a ação criativa, o socialismo encoraja a preguiça. Onde Ele demanda fé e esperança no futuro, o socialismo promete uma falsa forma de segurança. Ao passo que a Parábola dos Talentos sugere a superioridade moral da livre iniciativa, do investimento e do lucro, o socialismo a nega.
Todas as pessoas de fé deveriam trabalhar tenazmente para acabar com a divergência entre religião e economia. Essa parábola de Jesus é um bom ponto para se começar a incorporar a moralidade do livre mercado e da livre iniciativa à ética cristã.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Dom Inocêncio já voltou a ser povoado na década de 60




NO INÍCIO DA DÉCADA DE 1960,  EMANCIPAÇÃO FOI REVOGADA E CIDADE DO SERTÃO PIAUIENSE VOLTOU A SER POVOADO DE OUTRO MUNICÍPIO.

A cidade de Dom Inocêncio, no sertão piauiense, já teve emancipação anulada e décadas depois voltou a ser município (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica.com)

A proposta do Governo Federal de fundir municípios com menos de 5 mil habitantes e cuja arrecadação própria não chega a 10% tem causado polêmica e muita discussão em todo o país. No Piauí, quase 80 municípios podem ser afetados caso a proposta do governo Bolsonaro seja aprovada no Congresso Nacional, algo que dificilmente deve acontecer.

Mas, município ser rebaixado à categoria de povoado não seria algo inédito. Isso já aconteceu no Piauí. Em dezembro de 1962, o então povoado de Curral Novo foi emancipado e virou município com nome de Dom Inocêncio. No entanto, a emancipação foi revogada cerca de dois anos depois e o lugarejo voltou a ser povoado do município de São Raimundo Nonato.

Mais de 20 anos depois, em 7 de junho de 1988, Curral Novo voltaria a ser emancipado novamente, dando origem de Dom Inocêncio. Hoje com 31 anos de emancipação, a cidade não será afetada caso a proposta do Governo Federal seja aprovada. Segundo o IBGE, Dom Inocêncio possui quase 10 mil habitantes e, portanto, não corre risco de rebaixamento.
Dom Inocêncio fica na região de São Raimundo (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica)

37 HABITANTES: A MENOR CIDADE DO MUNDO

A emancipação definitiva em 1988 foi capitaneada pelo padre Manuel Lira Parente, o Padre Lira, que desenvolvia ações sociais na região desde a década de 1960 através da Fundação Ruralista, entidade filantrópica criada por ele. Em 1988, Lira organizou um mutirão para construção de casas e prédios públicos no povoado com o intuito de garantir estrutura urbana para a emancipação. Já em 1962, a realidade foi diferente, como relatou o padre.
Lira afirmou numa publicação de 2001 que a primeira emancipação aconteceu pouco antes de sua chegada ao povoado e que a cidade possuía apenas 37 habitantes. Na avaliação do sacerdote, "era a menor do mundo". A emancipação efêmera foi, inclusive, motivo para que ele construísse a Fundação Ruralista em outro local distante 10 km dali, já que o estatuto da entidade elaborado por ele previa que a sede do projeto tinha que ser na zona rural.
Mutirão construiu casas em 1989. (Foto: Revista Nova Escola / Arquivo Gustavo Almeida)
O religioso, que morreu em 2015, ainda relatou que "era inconcebível a aberração de uma cidade com 37 habitantes" e por isso o município teve vida efêmera. No curto período, o prefeito nomeado foi Pedro Macário de Castro, líder político de São Raimundo Nonato.

DOCUMENTOS DA ÉPOCA

Na cidade, ainda hoje tem morador com documentos cuja naturalidade consta como de Dom Inocêncio, sendo que a expedição aconteceu décadas antes da emancipação definitiva . 
FONTE - PORTAL POLÍTICA DINÂMICA

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Confira o significado dos símbolos das etiquetas de roupas na hora de lavar

Na hora de lavar roupas a dona de casa sempre fica intrigada com tantos símbolos que aparecem nas etiquetas das roupas. Vamos tentar esclarecer o significado daqueles mais importantes, lembrando que eles são criados para alertar sobre como deve ser feita a lavagem, o processo de secar e de passar a roupa devido aos diversos tipos de tecidos.

Então, pronta para lavar a roupa? lembre-se de usar o Sabão Anita, o sabão líquido da Cristal, a água sanitária Cristal, o amaciante Blue Sky com aroma delicioso e o tira manchas da Cristal para uma lavagem eficiente. As dicas foram retiradas do blog Vida de Casada de Juliana Santiago.
Amaciante Blue Sky da Cristal roupas preservadas e com aroma delicioso
Existem cinco símbolos de sinais convencionais que são usados para legenda: um “baldinho”, um triangulo, um círculo, um quadrado e um ferro de passar. Cada um deles possui um significado específico. Vamos conferir?!
Lavagem:
  • O “baldinho” significa lavagem na máquina.
  • Quando o desenho estiver acompanhado de um número dentro significa que aquela é a temperatura máxima permitida para a água. Você também pode encontrar o desenho de um ponto, ou dois ou três… desenhado dentro do símbolo. Esse potinho também indica a intensidade da temperatura da água (Sendo a referência de um potinho a temperatura mais baixa).
  • Um risco desenhado na parte inferior do “baldinho,” significa que a lavagem mecânica é permita, porém devemos evitar a centrifugação.
  • Uma mão  tocando a água do “baldinho” significa que a peça deverá ser lavada a mão.
simbolo nas etiqueta de roupasUso do Alvejante:
  • O triangulo significa a permissão uso de alvejante ( Água sanitária Cristal e o Tira manchas Cristal)
  • Quando o triangulo estiver com dois riscos na diagonal no interior da figura, significa que é permitido somente o uso de alvejantes sem cloro.
  • Se o triangulo estiver com um “X” o uso de alvejante não é permito.
Sabão Anita o grande  aliado das lavadeiras
Lavagem a seco:
  • Etiquetas com desenho de círculo significam que eles devem ser lavados a seco.
  • Para lavar este tipo de produto, você deverá procurar uma lavandeira ou um local especializado para realizar a lavagem.
  • Quando o círculo estiver um “X” significa que a lavagem a seco não é permitida.
  • Alguns símbolos de lavagem a seco vem acompanhados com uma letra no interior da imagem (A, F ou P). A letra “A” significa que a lavagem a seco é permitida com todos os tipos de solventes, a letra “F” no centro do círculo detalha que devemos usar hidrocarboneto na hora de lavar a peça, já a letra “P” que devemos usar percloroetileno.simbolo nas etiqueta de roupas
Modo de Secagem:
  • O quadrado com um círculo no centro significa que a peça pode ser seca em secadora.
  • Quando acompanhado de uma bolinha no centro da figura significa que a máquina deve estar em temperatura minima e duas bolinhas em temperatura máxima.
  • A imagem com um “X” significa que ela não pode ser seca em secadora.
  • Um quadrado com um meio círculo significa que a roupa deve ser seca verticalmente (no varal)
  • O quadrado com um risco na vertical ao centro, aponta que a roupa deve ser seca na vertical, porém sem torcer.
  • Três riscos na vertical no interior do quadrado significam que a roupa deve ser seca em cabide
  • Três riscos na horizontal mostram que a roupa deve ser seca sobre uma superfície plana.
simbolo nas etiqueta de roupas
 Passar com ferro:
  • Quando encontramos um desenho ferro de passar na etiqueta significa que é permitido o uso do ferro.
  • A quantidade de bolinhas no interior do ferro significa a intensidade da temperatura.
  • Um “X”sobre o ferro significa que o uso do equipamento não é permitido.
simbolo nas etiqueta de roupas





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Estrada São Raimundo a Caracol, 80km e 80 quebra molas

Quem não passou ainda pela pista que leva à cidade de Caracol, última fronteira do Piauí no sudeste do estado e porta de entrada para Serra das Confusões, saindo de São Raimundo Nonato, não teve o prazer de contemplar belas paisagens e ao mesmo tempo, trafegar por uma pista totalmente pavimentada desde 2005.

O único problema é que nos 80km de distância que separam os dois municípios, o condutor terá que se deparar com 80 lombadas ou quebra molas que foram cuidadosamente instalados nas entradas e saídas dos povoados que estão à margem da pista. Fizemos questão de contar as lombadas.

Saindo de São Raimundo Nonato passamos pelas localidades de Fechadão, Nascimento e Gameleira, ainda em São Raimundo. Municípios de São Braz, Anísio de Abreu, Jurema e Caracol, respectivamente.


Assentamento do Saco a  6 km  de Caracol

Chegando a mais um povoado próximo a Caracol 

Zona urbana de Anísio de Abreu



Caldeirãozinho localidade que pertence ao município de Jurema


Povoado Maristela em Anísio de Abreu

Povoado Maristela em Anísio de Abreu

Lombadas eram constantes na pista


Entrada do município de Anísio de Abreu vindo de Caracol

Zona urbana de Anísio de Abreu
Tamanduá na entrada do município de Anísio de Abreu vindo de São Raimundo Nonato.A localidade era conhecida como Tamanduá antes de virar município

Saiba a diferença entre alvejante, água sanitária e tira manchas.

Esse post vem auxiliar os consumidores que ficam com dúvidas na hora de escolher entre usar alvejantes, água sanitária, tira manchas e produtos à base de cloro. Vamos explicar o que significa cada um deles, suas principais funções e para que servem.

A Cristal disponibiliza aos seus clientes o Tira Manchas e Alvejante em um só produto, na versão em pó. O produto deve ser colocado na máquina de lavar ou no tanquinho ligado para ser dissolvido juntamente com o sabão líquido e a seguir as roupas.




CRISTAL PRODUTOS PARA LIMPEZA


O resultado são roupas mais brancas e alvas, preservando os tecidos sem agredir.  O uso do cloro, encontrado na água sanitária, agride e faz a roupa durar menos tempo. Outra vantagem do Tira Manchas e Alvejante Cristal é que pode ser utilizado em qualquer tipo de roupa, branca ou colorida, sem danificar ou manchar o tecido.


Tira-manchas e alvejante em pó 

No caso das manchas mais difíceis, como tinta de caneta, por exemplo, o Tira Manchas deve ser aplicado diretamente na mancha com um pouco de água e esfregando em seguida. Então vamos lá:

Existem dois tipos de alvejantes: 

 À base de cloro (clorados) e os oxigenados (sem cloro). São também conhecidos como itens de pré-lavagem.

1- Água sanitária

Faz parte dos produtos chamados clorados, feitos à base de cloro ou hipoclorito de sódio. Dotado de alto poder branqueador, o cloro alveja retirando as cores, manchas ou sujeira do tecido. Assim, não pode ser usada em roupas coloridas.

Os alvejantes clorados são os mais agressivos, tirando a maciez das roupas durante as lavagens, endurecendo as fibras e dependendo da composição da água sanitária, pode causar amarelamento na peça se aplicada constantemente. 

Outra desvantagem é a rápida decomposição do cloro que ocorre diariamente, perdendo o poder de limpeza. O prazo máximo de validade é de apenas seis meses.

Assim, quando for adquirir água sanitária no comércio, verifique a data de validade, se preferir, mergulhe o dedo no líquido e observe se ele vai esbranquecendo, ao mesmo tempo que vai esquentando. Se isto não ocorrer, o produto pode ter perdido o efeito ou não foi fabricado na dosagem correta.Mas não esqueça de lavar as mãos após o teste.

2- Alvejante

Tem a mesma função da água sanitária. O que difere é a concentração de hipoclorito de sódio, ou cloro. Enquanto na água sanitária o teor de cloro é de 2,0 á 2,5% no alvejante o percentual de cloro varia de 3,5 á 4,0%. 

Assim como a água sanitária, o alvejante é mais agressivo e não pode ser usado em roupas coloridas. Portanto, cuidado, se tiver contato com roupas de cor pode manchar e pronto, não tem mais como recuperar a peça. São encontrados também em versões perfumadas. Aliás, o perfume é a maior diferença entre a água sanitária e o alvejante.

Algumas marcas de água sanitária trazem no rótulo a palavra alvejante, mesmo que o produto não seja perfumado.


3-  Alvejante sem cloro (oxigenados) 

Conserva melhor as  roupas pois é menos agressivo com elas e pode ser usado em roupas brancas e coloridas. Eles são os únicos que podem ser misturados com sabão em pó ou líquido. 

O Tira Manchas e Alvejante Cristal é um exemplo de alvejante oxigenado. No mercado existem várias marcas. Entre as mais famosas, o Vanish, na versão líquida ou em pó, são considerados alvejantes oxigenados. Não levam cloro em sua composição. 

Acabe de vez com suas dúvidas com as informações abaixo da ABIPLA:

Posso usar alvejante para desinfetar frutas e legumes? 

Não. Os produtos alvejantes podem ser utilizados na desinfecção de ambientes e na lavagem de roupas. É proibida por lei sua indicação para desinfetar frutas e legumes, ficando a cabo da água sanitária tal função.

Posso misturar produtos de limpeza, um com outro?

Não. Os produtos de limpeza são produzidos para serem utilizados individualmente, sem nenhuma associação. Por serem produtos químicos, misturá-los pode gerar um novo produto que poderá ser altamente prejudicial ao ser humano, por exemplo, um gás tóxico ou uma reação que libere grande quantidade de calor e venha a causar queimaduras.

Produtos com cloro, como água sanitária, mancham as roupas?

Dependerá das características da peça de roupa e da quantidade utilizada de produto com cloro. Para evitar manchas, verifique sempre as informações nas etiquetas das roupas, pois em algumas peças não é recomendado utilizar estes produtos.

Água sanitária deixa a roupa branca amarelada?


A água sanitária pode ser utilizada no processo de branqueamento de roupas. Para que as peças não fiquem amareladas, o modo de uso indicado pelo fabricante e que está contido no rótulo desses produtos deve ser seguido. Não esqueça de observar as informações da etiqueta das roupas, sempre que houver este símbolo não utilize água sanitária, alvejante com cloro ou outros produtos clorados.

Quando não usar alvejante

Não é indicado usar alvejante em recipientes ou objetos metálicos 

O metal reage com os ingredientes do alvejante, danificando o recipiente e liberando resíduos de metais na água. Isso pode comprometer o resultado do produto na peça. 

Como bem frisou a blogueira Cláudia do blog enfim casada,

"Ou seja, fiquem atentas para saber exatamente qual produto usar dependendo da necessidade meninas… basta um deslize com água sanitária e vocês podem perder aquela peça de roupa que mais amam para sempre" :(  

fontes: blog enfim casada/ABIPLA - Associação Brasileira de Produtos de limpeza



segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Misturas Explosivas de Produtos de Limpeza

Escrito por 
Misturas Explosivas de Produtos de Limpeza
Vai limpar a casa? Saiba que existem produtos de limpeza que não podem chegar perto um do outro – caso contrário, o resultado pode ser muito tóxico e mesmo explosivo. Conheça-os e fique seguro.
Se você gosta da ideia de reforçar os efeitos de limpeza unindo dois produtos químicos diferentes, muito cuidado. Alguns deles são incompatíveis e, uma vez misturados, podem causar reações bem perigosas. Confira a seguir.

Água Sanitária: Não Misture com Desinfetantes, Amaciantes, Vinagre ou Álcool em Gel

É verdade: a água sanitária não é de muitos amigos. Para começar, se misturada com desinfetantes ou amaciantes de roupas, cria as chamadas cloraminas. Elas se desprendem da mistura e podem ser aspiradas e absorvidas pelo organismo.
Em contato com as mucosas, se decompõem, tornando-se muito corrosivas, irritando ou até mesmo queimando a pele.
bicarbonato de sódio e vinagreE ao se misturar com uma substância ácida como o vinagre, a água sanitária libera vapores tóxicos. Eles queimam os olhos e causam problemas pulmonares sérios, falta de ar e ardência na garganta.
Já com o álcool, seja líquido ou em gel, a água sanitária consegue produzir gás cloro, que rouba o lugar do oxigênio no sangue e ajuda a acumular gás carbônico no organismo.
Assim, as células ficam sem energia para realizar suas funções, levando à depressão do funcionamento do corpo. Resultado: dificuldade de respiração e queda dos batimentos cardíacos.
Junto a outros produtos de limpeza, como detergentes e limpa-vidros, a água sanitária também produz gases tóxicos, acarretando riscos respiratórios e oftálmicos.

Vinagre Não Combina com Bicarbonato de Sódio, Soda Cáustica e Água Oxigenada

Junte vinagre e bicarbonato de sódio e você terá o ácido carbônico, que em seguida se decompõe em dióxido de carbono. Isso assusta, pois a mistura logo gera bolhas e pode facilmente gerar uma explosão dentro de um recipiente fechado.
Quando o vinagre se une à soda cáustica, a situação é dramática: a produção e liberação de calor é tão intensa que pode causar queimaduras na pele ou mesmo dar início a um incêndio.
A mistura de vinagre e água oxigenada gera o ácido paracético, que irrita os olhos e pode até mesmo causar feridas no nariz, garganta, pulmões e pele.

Medidas para Evitar Acidentes com Produtos de Limpeza

água e sabãoEmbora tenham a mesma finalidade, produtos de limpeza de marcas diferentes podem conter, em suas fórmulas, substâncias que antagonizam umas com as outras.
Portanto, nunca os misture. Um só produto deverá ser capaz de oferecer plena eficiência ao que se propõe a fazer.
Também mantenha-os sempre em seus respectivos recipientes originais, com rótulo intacto. Siga sempre as normas de segurança ali impressas. Guarde-os longe de fontes de calor e fora do alcance de crianças e animais.
Sempre que possível dê preferência à tradicional dupla água com sabão neutro. Limite ao máximo o uso de água sanitária e de amoníaco. Se for mesmo preciso utilizá-los, passe bastante água na superfície após o uso.