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domingo, 6 de março de 2022

Caprinocultura é destaque como atividade rentável no semiárido

A criação de cabras é ótima oportunidade, principalmente no semi árido – a região do sertão no Brasil.
A iniciativa em incentivar a caprinocultura é mais um incentivo governamental para que o sertão seja cada vez mais uma região produtiva, apesar da limitações.
A inviabilidade sertaneja para desenvolvimento de culturas e criação é uma mentira que deve ser vencida dia após dia e por isso se conta com sertanejos fortes e com espírito empreendedor, veja como iniciar uma criação de cabras...

A caprinocultura, ou criação de cabras, pelas vantagens que apresenta, pode ser uma oportunidade para pecuaristas de outras regiões do país, é só utilizar as técnicas certas de manejo.
O projeto de criação de cabras
Para que o projeto encontre sucesso na criação de cabras é relevante o levantamento de algumas informações. Dentre elas:
Levantamento da realidade - consiste em levantar relatórios de como é a região, qual a renda dos moradores, nível de escolaridade e experiência na criação de cabras.
Vantagens da criação de cabras e ovelhas – será que é mais econômica do que a criação de gados? Todas essas questões devem ser consideradas.
Manejo e higiene da criação de cabras – quais as técnicas de manejo e higiene necessárias para a criação de cabras? Será necessário também o plantio e armazenamento de plantas forrageiras, fundo de pasto e planejamento para dar início.
As principais doenças que podem ter  na criação de cabras também devem ser levantadas.
Origem dos animais na criação de cabras
Onde estão os animais que farão parte da criação de cabras, de que região vêm os animais, na região tem muitos animais dessa espécie?
é necessário ter um aprisco (chiqueiro), coberto e com piso de madeira para a época das chuvas
Deve-se considerar se os animais serão domesticados facilmente e se for considerar o aspecto socioeconômico, a criação de cabras deverá representar uma fonte de renda segura.

Produtos extraídos da criação de cabras

O leite que é mais rico em proteínas, mais leve e sai mais caro no mercado. Já a carne, que é mais saudável, tem menor teor de colesterol. Há ainda outros produtos como o queijo derivado do leite.

Quadro de vantagens da criação de cabras

Por esse quadro é possível afzer a comparação entre as vantagens da criação de cabras diante da criação de gados.
Vantagem
Peso Vivo Consumo de água Consumo de Pasto Número de Crias Número de filhotes Leite
Vaca
250    Kg
53    litros por dia
Come o mesmo que 8 cabras
1 cria a cada ano 1 cria a cada ano
Produção de3 LITROS
MENOS
DIGESTIVO
8 Cabras 200    kg 48    litros por dia Come a mesma quantidade que uma vaca 20 crias por ano  20 crias por ano
Produção de4 LITROS
É MAIS
RICO E
DIGESTIVO
(PREÇO 3X
MAIOR
Fonte de Pesquisa: os dados pesquisa foram encontrados na apostila do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada.

Espaço ideal para a criação de cabras

Um espaço ideal para criação de cabras é de2 metros para cada animal já adulto, portanto, a metragem variará de acordo com o número de animais adultos.
No período de chuvas, a criação de cabras se torna mais propícia, pois o pasto está mais rico e a biodiversidade se reproduz com maior constância, o que significa que se multiplicam fungos e bactérias que são benéficos aos animais. Mas os  vermes também se multiplicam e esses podem causar doenças.

Higiene e saúde na criação de cabras

Para previnir as doenças é recomendável que se aplique medidas de higiene e prevenção com o uso de aprisco. O aprisco é uma instalação utilizada para recolher os animais durante a noite e deixá-los confinados.
O importante é que os currais estejam sempre limpos, principalmente no período de chuvas intensas, e que os apriscos tenham saída para alimentação de sal mineral, bebedouros, rações e outros cuidados.
Na verdade, para maior segurança, os animais devem ficar mais tempo nos apriscos, que devem ser localizados em locias secos e arejados, ter energia elérica, água, ser construídos com tábuas livres de mofos e água abundante.
Os depósitos da criação de cabras devem ser limpos, livres de insetos e ter alimentos como ração própria, feno, milho e outros.
Tenha também um tanque de banheira sarnicida, que é própria para o banho com medicamentos para que os animais sejam pulverizados contra a sarna e piolho e outras pragas.
Os ovinos ou ovelhas não podem se misturar no mesmo chiqueiro
Existem vários modelos de banheira, pesquise o ideal para atender a criação de cabras, dependendo do espaço disponível.
Nas criações, os ovinos devem ser separados dos caprinos. Isso é necessário, pois os cuidados com cabras é diferente dos cuidados com ovelhas, uma vez que muda a alimentação,os cuidados com saúde e higiene.
As cabras costumam ter a doença do carouço, que pode ser passada para os ovinos, portanto é tão necessária a separação da espécie.

Investimentos na criação de cabras

A criação de cabras exigirá investimentos com silos, apriscos, espaço para alimentação, compras de rações dentro da validade e própria para os animais e também gastos com escritório e farmácia que deverá conter todos os medicamentos próprios para os animais.

Cuidados específicos na criação de cabras

Alguns cuidados específicos devem ser tomados, principalmente com os caprinos. Prevenir doenças significa um rebanho saudável e menos gastos com tratamento.
Alguns procedimentos são:
-Reprodução na criação de cabras
A reprodução deve ter técnicas para multiplicar o rebanho de forma estratégica. Para isso, alguns detalhes são importantes:
  • A escolha dos melhores cabritos para serem futuros      reprodutores;
  • Cabritas mais bem formadas devem substituir as      matrizes velhas;
  • Precisa-se, em média, de 1 reprodutor macho para 25      cabras;
  • Reprodutores devem ser trocados a cada 2 anos para      evitar  cruzamento entre parentes no      rebanho e assim prevenir o nascimento de animais fracos e até aleijados;
  • O limite para abater animais é oito meses de idade.
Outros cuidados específicos são com o mal  do carouço, alimentação com sal mineral e combate a verminose.
-Mal do carouço na criação de cabras
Os animais com esta doença devem ser afastados dos outros para tratamento e assim não infectar o resto do rebanho.
-Sal mineral na criação de cabras
O sal mineral é também importante para os animais, na formação dos ossos e no bom funcionamento digestivo. A alimentação deverá ser rica também em cálcio, fósforo e todas as substâncias construtoras.
Os cuidados devem ser tomados com os vermes nos animais: verifique se os animais estão magros, com pêlos arrepiados. Se estiver assim, este animal está com vermes. Aplique a medicação assim que detectar essa aparência.
Vale a pena todos os cuidados e procedimentos de saúde e higiene na criação de cabras, pois o retorno do trabalho com cuidados e investimentos na estrutura e criação  é compensador.


fonte: novo negócio 

 

sábado, 18 de julho de 2020

A INVISIBILIDADE DO MAGISTÉRIO BRASILEIRO NO DELICADO PROCESSO DE RETORNO ÀS AULAS PRESENCIAIS DURANTE A PANDEMIA

Dia da Educação em tempos de pandemia: com decisões de olhos ...

Seguidamente ouvimos debates acerca do retorno às aulas, no Brasil, durante a pandemia. Sobre o assunto, falam os infectologistas, falam os médicos, falam as mães, falam secretários da educação, falam os prefeitos, vereadores. Ministro da educação não fala porque não temos, ou temos? Falam os alunos, falam os repórteres, falam os programas de TV, só os professores não falam. Pior, sequer são mencionados nesse processo como se não fizessem parte dele.

      Hoje, cruzei pela televisão no horário do programa “Encontro”, sentei para ver a simulação de um ambiente de sala de aula em que uma tinta foi usada para representar o novo coronavírus, detalhe, nessa simulação só havia duas pessoas na sala. Em pouco tempo mesas e vários objetos ficaram tomados pela tinta fluorescente que representava o vírus. Em seguida uma especialista foi entrevistada, não prestei atenção no seu nome ou especialidade. Ela falou sobre esse processo de volta às aulas presenciais. Mencionou a importância do retorno escalonado para que as salas não fiquem lotadas. Minimizou o perigo desse regresso ao dizer que as crianças, na maioria, não são infectadas e, quando são, apresentam apenas sintomas leves. Citou também a importância da escola para as crianças, mas não falou dos professores, nunca, uma única vez.

      Por puro vício de linguista que adora Análise do Discurso, fiquei contando nos dedos as vezes em que ela pronunciava a palavra “crianças”, perdi a conta, foram muitas, ao mesmo tempo em que esperava ansiosamente a inclusão da palavra “professores”, não houve. A eterna invisibilidade do magistério brasileiro gritava no discurso dessa senhora e me embrulhou o estômago.

      Estava ali, naquela fala, vergonhosamente escancarado o desrespeito pelos professores e a visão que a nossa sociedade possui da “escola”. Quando uma categoria tão fundamental nesse processo, sequer é mencionada, é porque não existe para esse sujeito do discurso. Excluídos os professores desse processo, a escola é reduzida a espaço de socialização, depósito de crianças para que os pais trabalhem, tulha para que os adolescentes não fiquem ociosos. A escola passa a ser tudo, menos espaço para a construção do conhecimento.

      A omissão da palavra “professores” quando se referem a esse retorno é também um desrespeito pelas nossas vidas, como se a nossa vida, a nossa saúde não fosse importante. Penso no quadro docente da minha escola e, através dele, traço um parâmetro. Poucos não estão no grupo de risco. A maioria possui comorbidades.  Entre os jovens e saudáveis, estão as grávidas. Isso sem considerar a carga de trabalho desses profissionais, muitos trabalham em mais de uma escola. Em escolas de cidades diferentes e precisam de transporte público. 

      Fico pensando no nosso esforço, na nossa luta para manter a qualidade do ensino neste ano letivo atípico. Fomos pegos de surpresa, como todos. A maioria de nós nunca estudou para dar aulas à distância. Aprendemos na marra, no susto. Nossa casa se transformou em estúdio. Nosso celular em instrumento de trabalho e voz para dez turmas, cerca de quatrocentos alunos e mais seus pais (no meu caso). Em tempos de aulas presenciais, meu celular estava sempre no silencioso para não perturbar, agora também porque muitos alunos e pais não respeitam dia nem horário. 

Trabalhamos em duas plataformas e quatro frentes: classroon, whatsapp, diário online e material impresso. Todo dia chega uma nova exigência, a mais nova é postar o plano de aula na íntegra, também no diário online. Quando falam em retorno, falam em retorno escalonado para os alunos. E o retorno dos professores também será escalonado? Ou teremos de assumir tudo, aulas presenciais e à distância? É sobre isso que nossos sindicatos precisam ficar atentos. 

Não há como dar conta de aulas presenciais e à distância ao mesmo tempo, se for assim, os que não morrerem de Covid19, vão morrer de exaustão. Ainda tem as lives, quase todo dia, para que os professores escutem, escutem, escutem. Quando nos será concedido o lugar de fala nisso tudo? O magistério é silenciado na educação brasileira desde o Brasil colônia, todas as decisões vêm de cima, de especialistas que já não estão no chão da sala de aula há tempos. Mais que ouvir, necessitamos também falar e, acima de tudo, precisamos ser ouvidos!

Por Márcia Friggi


Perguntas importantes em relação à reabertura das escolas: 

* Se um professor testar positivo para COVID-19, será obrigado a ficar em quarentena por 2-3 semanas? Esse período será pago ou descontado do salário?

* Se esse professor tiver 5 aulas por dia com 30 alunos cada, estes 150 alunos precisarão ficar em casa em quarentena por 14 dias?

* Estes 150 alunos precisarão ser testados? Quem pagará por estes testes? Serão feitos na escola? Como os pais serão notificados? Todo mundo na família de cada um desses alunos precisarão ser testados? Quem pagará por isso?

* E se alguém que mora na casa de um professor testar positivo? Esse professor então precisará ficar em quarentena por 14 dias, sem ir trabalhar? Essa folga será coberta por outro professor? Será remunerada?

* Onde a região de ensino encontrará um substituto que trabalhe numa sala cheia de alunos que foram expostos e possivelmente infectados, recebendo pagamento de professor substituto?

* Professores substitutos ensinam em várias escolas. E se eles forem diagnosticados com COVID-19? Todos os alunos de todas as escolas precisarão de quarentena e de ser testados? Quem pagará por isso?

* E se um aluno da mesma sala que seu filho testar positivo? E se o seu filho testar positivo? Todos os alunos e professores que tiveram contato com ele precisarão ficar em quarentena? Todos nós seremos notificados de quando alguém foi infectado, e quem? Ou será que, em função dos regulamentos da secretaria de saúde os pais e professores receberão emails misteriosos do tipo "fulano pode ter estado em contato" ao longo do ano inteiro?

* O que esse stress causará aos nossos professores? Como ele afetará sua saúde e bem-estar? Como afetará sua capacidade de ensinar? Como afetará a qualidade da educação que eles são capazes de fornecer? O que causará aos nossos filhos? Quais são os efeitos a longo-prazo de estar numa situação de terror constante?

* Como alunos e corpo docente serão afetados quando o primeiro professor na escola morrer por causa disso? O primeiro pai de aluno que levou o vírus para casa? O primeiro aluno?

* Quantas mais pessoas terão que morrer, que não teriam morrido se tivéssemos ficado em casa por mais tempo?

 Todas essas perguntas são importantes.mas tenho uma tão importante quanto.ao voltar às aulas presenciais no modelo proposto.metade assiste aula presencial,a outra metade aula remota,aí pergunto: vai ser dois professores?um para a aula remota e outro para a presencial?ou vão dar segundo turno pra quem tem só um?ou ainda,que é o mais provável, vão "matar"o professor,que vai trabalhar no presencial e no remoto ao mesmo tempo?
Que Deus tenha piedade de nós.

terça-feira, 9 de junho de 2020

A parábola dos talentos: a Bíblia, os empreendedores e a moralidade do lucro

Robert Sirico     Instituto Mises Brasil 
Robert Sirico
é fundador e presidente do Acton Institute.  Padre e mestre em teologia, ele também é membro da Mont Pèlerin Society, da Academia Americana de Religião e da Philadelphia Society, além de ser conselheiro do Instituto Cívico de Praga.



As parábolas de Jesus nos ensinam verdades eternas, mas também oferecem lições práticas inesperadas para as questões mundanas.
No Evangelho de Mateus (Mt 25:14-30), encontramos a parábola dos talentos de Jesus. Como todas as parábolas bíblicas, elas têm muitos níveis de significado. Sua essência se relaciona a como utilizamos o dom da graça de Deus. Com relação ao mundo material, trata-se de uma história sobre capital, investimento, empreendedorismo, e o uso adequado de recursos econômicos escassos. É uma refutação direta àqueles que veem uma contradição entre o sucesso dos negócios e a vivência da vida cristã. 
A parábola
Um homem rico, prestes a iniciar uma longa viagem, chamou os seus três servos e lhes disse que eles seriam os guardiões de seus bens enquanto estivesse ausente. Após o mestre analisar as habilidades naturais de cada um, ele deu 5 talentos a um servo, 2 a outro, e 1 ao terceiro. Em seguida, partiu para sua viagem.
Os servos não perderam tempo e imediatamente adentraram o mundo do empreendimento e dos investimentos.  Aquele que recebera cinco talentos empreendeu e ganhou outros cinco.  Do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. Mas o que havia recebido apenas um fez uma cova no chão e escondeu ali a propriedade do seu mestre.
Depois de muito tempo, o mestre retornou e foi acertar as contas com seus servos. O servo que havia recebido 5 talentos se apresentou. "Meu senhor", ele disse, "o senhor me confiou 5 talentos; veja, aqui estão mais cinco que eu consegui!".
"Muito bem, servo bom e fiel!" o mestre respondeu. "Já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito; entra no gozo do teu senhor!"
Em seguida, o servo que havia recebido 2 talentos se aproximou do mestre. "Meu senhor", disse, "o senhor me confiou 2 talentos; veja, obtive mais dois!" O mestre disse: "Muito bem, servo bom e fiel, já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito, entra no gozo do teu senhor". 
Finalmente, aquele que havia recebido 1 talento se aproximou de seu mestre. "Meu senhor", disse, "eu soube que és um homem severo, ceifas onde não semeaste e recolhes onde não joeiraste; e, atemorizado, fui esconder o teu talento na terra; aqui tens o que é teu!".
A resposta do mestre foi rápida e severa: "Servo mau e preguiçoso! Se sabias que ceifo onde não semeei e que recolho onde não joeirei, devias, então, ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros e, ao meu retorno, teria recebido o que é meu com juros".
O mestre ordenou que o talento fosse tomado do servo preguiçoso e dado àquele que tinha dez talentos: "Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos; porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem ser-lhe-á tirado. Lançai o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá o choro e o ranger de dentes!"
Essa não é a história que frequentemente ouvimos nos púlpitos e sermões. Nossos tempos ainda exaltam uma ética socialista na qual o lucro é suspeito, e o empreendedorismo é visto com suspeita e desagrado. Porém, a história apresenta um significado ético facilmente perceptível, e apresenta lições profundas que ajudam a compreender qual é a responsabilidade humana na vida econômica.
Uma análise mais atenta
Nessa parábola, a palavra "talento" possui dois significados. É uma unidade monetária: era a mais utilizada da época. O estudioso bíblico John R. Donovan relata que um único talento era equivalente ao salário de 15 anos de um trabalhador comum. Portanto, sabemos que a quantia dada a cada servo era considerável.
Se interpretarmos de uma forma mais ampla, os talentos se referem a todos os dons que Deus nos deu. Essa definição abarca todos os dons — naturais, espirituais e materiais. Inclui, também, nossas habilidades e recursos naturais — saúde e educação —, bem como nossas posses, dinheiro e oportunidades.
Uma das lições mais simples dessa parábola é que não é imoral lucrar por meio do uso de nossos recursos, inteligência e trabalho. A alternativa ao lucro é o prejuízo; e a perda de riqueza, especialmente por falta de iniciativa, certamente não constitui uma boa e sensata administração.
A parábola existente no Evangelho de São Mateus pressupõe uma compreensão básica da correta administração do dinheiro. De acordo com a lei rabínica, o ato de enterrar o dinheiro era considerado a forma mais segura contra o roubo. Se a uma pessoa fosse confiada uma quantia em dinheiro e ela o enterrasse tão logo estivesse em seu poder, ela estaria livre da culpa se algo acontecesse com ele. O oposto era verdade se o dinheiro fosse enrolado em um pano.  Nesse caso, a pessoa era responsável por cobrir qualquer perda (prejuízo) incorrida devido à má administração do depósito que lhe foi confiado.  
Ainda nessa história, o mestre inverte o entendimento da lei rabínica. Ele considerou enterrar o talento — ficando elas por elas — como um prejuízo, pois ele pensava que o capital deveria receber uma taxa de retorno razoável. De acordo com esse entendimento, tempo é dinheiro (ou juros).
A parábola também contém uma lição crítica sobre como devemos utilizar as habilidades e recursos dados por Deus. No livro de Gênesis, Deus deu a Adão a Terra à qual ele deveria misturar seu trabalho para seu próprio uso. Na parábola, de forma similar, o mestre esperava que seus servos buscassem ganhos materiais. Em vez de preservar passivamente o que lhes tinha sido dado, o mestre esperava que investissem o dinheiro. O mestre ficou furioso diante da timidez do servo que tinha recebido um talento. Deus nos ordena a utilizar nossos talentos para fins produtivos. A parábola enfatiza a necessidade do trabalho e da criatividade, e condena a preguiça.
A busca por segurança
Ao longo da história, as pessoas tentaram construir instituições que assegurassem uma segurança perfeita, como o servo fracassado tentou. Tais esforços variam dos estados de bem-estar greco-romanos, passando pelo totalitarismo soviético em grande escala, até as comunidades luditas da década de 1960.
De tempos em tempos, esses esforços foram adotados como soluções cristãs para inseguranças futuras. Ainda assim, na Parábola dos Talentos, a coragem frente a um futuro incerto é recompensada no primeiro servo, que recebeu mais. Ele havia empreendido os 5 talentos, e ao fazê-lo, obteve mais 5. Teria sido mais seguro para o servo investir o dinheiro no banco para obter juros. Pela fé que demonstrou, foi-lhe permitido manter os 5 iniciais mais os 5 que havia recebido, compartilhando da alegria do mestre. 
Isso implica uma obrigação moral de confrontar a incerteza de maneira empreendedora. E ninguém o faz melhor que o empreendedor. Muito antes de saber se haverá retorno aos seus investimentos ou ideias, ele arrisca seu tempo e sua propriedade. Ele tem de pagar os salários de seus empregados muito antes de saber se o seu empreendimento terá algum retorno. Ele incorre em gastos muito antes de saber se previu os eventos futuros de forma acurada. Ele vê o futuro com esperança, coragem e um senso de oportunidade. Ao criar novos negócios, ele oferece alternativas para os trabalhadores, que agora podem optar por receber um salário e desenvolver suas habilidades.
Por que, então, os empreendedores são frequentemente punidos como maus servos de Deus?
Muitos líderes religiosos falam e agem como se o uso dos talentos e recursos naturais dos empresários em busca do lucro fosse imoral, uma noção que deveria ser descartada à luz da Parábola dos Talentos. O servo preguiçoso poderia ter evitado seu destino sombrio ao ser mais empreendedor. Se houvesse feito um esforço para empreender o dinheiro do seu mestre e retornado com prejuízos, ele não teria sido tratado tão mal, pois ao menos teria trabalhado em nome do seu mestre.
Empreendedorismo e ganância
A religião deve reconhecer o empreendedorismo pelo que ele é: uma vocação. 
A capacidade de sucesso nos negócios, na bolsa de valores ou em um banco de investimentos é um talento. Como outros dons, não deveriam ser desperdiçados, mas usados em sua plenitude para a glória de Deus. Críticos ligam o capitalismo à ganância, mas a natureza fundamental da vocação empresarial é se concentrar nas necessidades dos consumidores e se esforçar para satisfazê-las. Para ter sucesso, o empreendedor tem de servir aos outros.
A ganância se torna um risco espiritual — que ameaça a todos nós, independentemente de nossa riqueza ou vocação — quando passa a haver um desejo excessivo ou insaciável por ganhos materiais, independentemente de nossa condição financeira. O desejo se torna excessivo quando, nas profundezas do seu ser, ele supera as preocupações morais e espirituais. 
Mas a parábola deixa claro que a riqueza por si só não é injusta — pois o primeiro servo recebeu mais do que o segundo e o terceiro. E quando o lucro é o objetivo a ser alcançado pelo uso do talento empresarial, isso não configura ganância. É apenas o uso apropriado do dom.
Além de condenar o lucro, os líderes religiosos frequentemente favorecem diversas variedades de igualdade social e redistribuição de renda. Sistema de saúde universal, maiores gastos com políticas assistencialistas, e tributação pesada sobre os ricos são todos promovidos em nome da ética cristã. O objetivo supremo de tais políticas é a igualdade, como se as desigualdades inatas que existem entre as pessoas fossem, de alguma forma, inerentemente injustas.
E não é assim que Jesus se posiciona na Parábola dos Talentos. O mestre confiou talentos a cada um de seus servos de acordo com suas respectivas habilidades e capacidades. Um recebeu 5, enquanto outro recebeu somente 1. Aquele que recebeu menos não recebe compaixão do mestre pela sua falta de recursos em comparação ao que seus outros colegas receberam. 
Podemos inferir dessa parábola que a igualdade de renda ou a realocação de recursos não é uma questão moral fundamental. Os talentos e matérias-primas que cada um de nós tem não são inerentemente injustos; sempre existirão desigualdades desenfreadas entre as pessoas. Um sistema moral é aquele que reconhece tal fato e permite que cada pessoa utilize seus talentos em sua plenitude. Todos nós temos a responsabilidade de empregar as capacidades e habilidades das quais fomos dotados.
Também podemos aplicar a lição dessa parábola às nossas políticas sociais. No sistema vigente, o salário do trabalhador é tributado para pagar os benefícios daqueles que não trabalham. 
Frequentemente ouvimos que "não existem empregos" para a grande maioria dos pobres. No entanto, sempre existe trabalho a ser feito. A necessidade de trabalho é, por definição, infinita. Um homem com duas mãos saudáveis pode encontrar trabalho que pague $1 por hora. Em tese, ele deveria decidir se trabalhar ou não. No entanto, é o governo quem decide se ele pode ou não aceitar tal valor. Por isso, nosso sistema de bem-estar desencoraja o trabalho. Além de o governo proibir aqueles que aceitariam trabalhar por menos que o salário mínimo, ele também cria um incentivo perverso para se recorrer ao assistencialismo: ninguém aceitará um trabalho que pague pelo menos o mesmo que o seguro-desemprego.
Deus ordena que todas as pessoas utilizem seus talentos; todavia, em nome da caridade, nosso sistema assistencialista encoraja as pessoas a deixarem que suas habilidades naturais atrofiem, ou que nem mesmo as venham a descobrir. Dessa maneira, estimula-se o pecado. 
A Parábola dos Talentos implica que a inatividade — ou o desperdício de talento empreendedorial — incita a ira de Deus. Afinal, o servente mais baixo não havia desperdiçado o talento; ele simplesmente o havia enterrado: algo que era permissível (aceitável) pela lei rabínica. A rapidez da reação do mestre surpreende. Ele o chama de "mau e preguiçoso" e o expulsa para sempre de sua convivência.
Aparentemente, não é somente a preguiça do servo que motiva tanta ira. Ele não mostrou nenhum arrependimento, e ainda culpou seu mestre pela sua timidez (incompetência). Sua desculpa para não investir o dinheiro é que ele considerava o seu mestre duro e exigente, embora a ele houvessem sido confiados recursos generosos. Por medo do fracasso, ele se recusou até mesmo a tentar ter sucesso.
Essa parábola também nos ensina algo sobre macroeconomia. O mestre seguiu viagem deixando o total de 8 talentos; ao retornar, os 8 haviam se transformado em 15. A parábola não é a história de um jogo de soma zero. O ganho de uma pessoa não ocorre à custa de outrem. O empreendimento exitoso do primeiro serve não prejudica as possibilidades do terceiro servo. O mesmo se aplica à economia atual. Ao contrário do que é normalmente pregado do púlpito, o sucesso dos ricos não vêm à custa dos pobres.
Se por se tornar rico o servo mais bem sucedido tivesse prejudicado a outrem, o mestre não o teria elogiado. O uso sábio dos recursos em investimentos não somente é correto do ponto de vista individual, como também ajuda as outras pessoas. Uma onda que sobe levanta todos os barcos. Da mesma forma, a riqueza do mundo desenvolvido não ocorre nas costas das nações em desenvolvimento. A Parábola dos Talentos implica uma sociedade livre e aberta.
Cristãos de esquerda normalmente recorrem às palavras de Jesus em Mateus 19:24: "Como é difícil entrar no Reino de Deus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus". Seus discípulos foram tomados de surpresa, e se perguntaram: quem poderia ser salvo, então? Jesus acalmou seus medos: "para um homem é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis".
Isso não significa que nosso sucesso material nos afastará do paraíso; implica, isso sim, a necessidade de levarmos uma vida moralmente, a qual deve estar acima de qualquer preocupação com bens materiais. Nossa preocupação para com Deus deve ser a mesma que os servos tiveram com relação aos interesses do seu mestre enquanto buscavam o lucro. Permanece verdade que, não obstante todas as nossas posses e feitos terrenos, dependemos completamente de Deus para alcançarmos a salvação.
No entanto, para a condução da economia, dependemos fortemente do empreendedorismo, do investimento, da tomada de risco e da expansão da riqueza e da prosperidade. Deveríamos ser mais críticos quanto à maneira como nossa cultura trata o empreendedorismo. As revistas de negócios estão repletas de histórias de sucesso. O herói é frequentemente o empreendedor corajoso, visionário e alegre, que se assemelha ao servo capaz que recebeu 5 talentos. Contudo, ao mesmo tempo, a fé religiosa popular continua a louvar e promover o comportamento endêmico do servo preguiçoso que foi expulso do convívio do mestre.
Conclusão
O cristianismo é frequentemente culpado pelo fracasso dos projetos socialistas ao redor do mundo. E, em muitos casos, cristãos desinformados participaram da construção desses tipos de projetos. A lição da Parábola dos Talentos precisa ser mais bem entendida. O sonho socialista é imoral. Ele simplesmente institucionaliza o comportamento condenável do servo preguiçoso. 
Onde Deus recomenda a ação criativa, o socialismo encoraja a preguiça. Onde Ele demanda fé e esperança no futuro, o socialismo promete uma falsa forma de segurança. Ao passo que a Parábola dos Talentos sugere a superioridade moral da livre iniciativa, do investimento e do lucro, o socialismo a nega.
Todas as pessoas de fé deveriam trabalhar tenazmente para acabar com a divergência entre religião e economia. Essa parábola de Jesus é um bom ponto para se começar a incorporar a moralidade do livre mercado e da livre iniciativa à ética cristã.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Confira o significado dos símbolos das etiquetas de roupas na hora de lavar

Na hora de lavar roupas a dona de casa sempre fica intrigada com tantos símbolos que aparecem nas etiquetas das roupas. Vamos tentar esclarecer o significado daqueles mais importantes, lembrando que eles são criados para alertar sobre como deve ser feita a lavagem, o processo de secar e de passar a roupa devido aos diversos tipos de tecidos.

Então, pronta para lavar a roupa? lembre-se de usar o Sabão Anita, o sabão líquido da Cristal, a água sanitária Cristal, o amaciante Blue Sky com aroma delicioso e o tira manchas da Cristal para uma lavagem eficiente. As dicas foram retiradas do blog Vida de Casada de Juliana Santiago.
Amaciante Blue Sky da Cristal roupas preservadas e com aroma delicioso
Existem cinco símbolos de sinais convencionais que são usados para legenda: um “baldinho”, um triangulo, um círculo, um quadrado e um ferro de passar. Cada um deles possui um significado específico. Vamos conferir?!
Lavagem:
  • O “baldinho” significa lavagem na máquina.
  • Quando o desenho estiver acompanhado de um número dentro significa que aquela é a temperatura máxima permitida para a água. Você também pode encontrar o desenho de um ponto, ou dois ou três… desenhado dentro do símbolo. Esse potinho também indica a intensidade da temperatura da água (Sendo a referência de um potinho a temperatura mais baixa).
  • Um risco desenhado na parte inferior do “baldinho,” significa que a lavagem mecânica é permita, porém devemos evitar a centrifugação.
  • Uma mão  tocando a água do “baldinho” significa que a peça deverá ser lavada a mão.
simbolo nas etiqueta de roupasUso do Alvejante:
  • O triangulo significa a permissão uso de alvejante ( Água sanitária Cristal e o Tira manchas Cristal)
  • Quando o triangulo estiver com dois riscos na diagonal no interior da figura, significa que é permitido somente o uso de alvejantes sem cloro.
  • Se o triangulo estiver com um “X” o uso de alvejante não é permito.
Sabão Anita o grande  aliado das lavadeiras
Lavagem a seco:
  • Etiquetas com desenho de círculo significam que eles devem ser lavados a seco.
  • Para lavar este tipo de produto, você deverá procurar uma lavandeira ou um local especializado para realizar a lavagem.
  • Quando o círculo estiver um “X” significa que a lavagem a seco não é permitida.
  • Alguns símbolos de lavagem a seco vem acompanhados com uma letra no interior da imagem (A, F ou P). A letra “A” significa que a lavagem a seco é permitida com todos os tipos de solventes, a letra “F” no centro do círculo detalha que devemos usar hidrocarboneto na hora de lavar a peça, já a letra “P” que devemos usar percloroetileno.simbolo nas etiqueta de roupas
Modo de Secagem:
  • quadrado com um círculo no centro significa que a peça pode ser seca em secadora.
  • Quando acompanhado de uma bolinha no centro da figura significa que a máquina deve estar em temperatura minima e duas bolinhas em temperatura máxima.
  • A imagem com um “X” significa que ela não pode ser seca em secadora.
  • Um quadrado com um meio círculo significa que a roupa deve ser seca verticalmente (no varal)
  • O quadrado com um risco na vertical ao centro, aponta que a roupa deve ser seca na vertical, porém sem torcer.
  • Três riscos na vertical no interior do quadrado significam que a roupa deve ser seca em cabide
  • Três riscos na horizontal mostram que a roupa deve ser seca sobre uma superfície plana.
simbolo nas etiqueta de roupas
 Passar com ferro:
  • Quando encontramos um desenho ferro de passar na etiqueta significa que é permitido o uso do ferro.
  • A quantidade de bolinhas no interior do ferro significa a intensidade da temperatura.
  • Um “X”sobre o ferro significa que o uso do equipamento não é permitido.
simbolo nas etiqueta de roupas





sábado, 20 de maio de 2017

Cristal presenteia mães em São Raimundo NonatoKit

A Unidade Escolar Estadual Prof. José Leandro Deusdará,  que fica localizada no centro de São Raimundo Nonato, realizou na noite desta sexta-feira 19/05, a comemoração dos dias das mães com sorteio de brindes e um jantar para as mães dos alunos da unidade. 

Promovida pela direção da escola representada pela professora Dionéia, a festa contou com um desfile surpresa das mães que estavam presentes e foram pegas de calça curta, ou melhor, de saia curta, com a novidade. 

Além do sorteio foi realizado também um desfile com as mães que estavam presentes e toparam, de última hora participar do desfile.

A Cristal esteve presente no evento com a tradicional entrega do "Kit Cristal", uma cesta com  todos os sete produtos da linha de saneantes que facilitam a vida das mães. Veja as imagens:

Kit Cristal muito disputado no sorteio pelas mães 
Brindes fizeram a alegria das mães do José Leandro Deusdará



Desfile surpresa e inusitado marcou a festa das mães

Dionéia, a diretora da unidade e organizadora do evento , abriu o desfile das mães

Cada mãe mostrou o seu verdadeiro charme 




A coordenadora da unidade D. Marlene também aproveitou para mostrar habilidade em desfilar
Cerca de uma centena de mães compareceram ao evento

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Inocentino alerta para preservação da caatinga

Umbuzeiro do Cabaço, na estrada que liga a sede de Dom Inocêncio a localidade do Oiti 


Para comemorar o Dia da Caatinga, nesta sexta-feira 28/04, nosso amigo inocentino José Costa, o popular Costinha, poeta, leitor e apreciador do blog da Cristal, nos enviou esta mensagem de alerta sobre a Árvore Sagrada do Sertão, acompanhe o relato.

"Não posso deixar de postar isso.
29 de setembro, dia da árvore
Por José Costa- Costinha


O motivo desta iniciativa é que no dia 28 de abril comemora-se, no Brasil, o dia da Caatinga e eu gostaria de mandar uma mensagem para todos Sertanejos. 


É sobre o umbuzeiro.
A árvore mais emblemática do Sertão 
É umbuzeiro.
Verde e exuberante,
O ano inteiro,
Dá proteção e agasalho
Ao agricultor e o Vaqueiro.
Seus frutos saborosos,
Não tem comparação,
Matam a sede da gente 
E servem de alimentação,
Por isso Euclides da Cunha 
Deu-lhe o nome,
Árvore Sagrada do Sertão.


Nasci e vivi a minha infância a 10 Km da sede do Município de Dom Inocêncio, onde havia grande concentração de pés de umbuzeiro. O umbuzeiro sempre fez a alegria das crianças e dos adultos no Sertão. Os umbuzeiros serviam até de parque de diversões e abrigo para a meninada. 

Quando falo do umbuzeiro, me vejo diante do menino que fui e, ao mesmo tempo, compreendo a verdadeira dimensão de sua importância para o Sertanejo. 


Hoje, ao visitar o Sertão, fico estarrecido de ver que essa árvore se encontra ameaçado de extinção.
Na região de Dom Inocêncio, praticamente não há plantas novas de umbuzeiro, por conta da procura dos animais por elas. 


Faz-se necessário a conscientização da população para mudança no manejo dos animais e o incentivo da proteção dos umbuzeiros através de cercados.


Em nossa região há grande potencial para o cultivo da espécie.
Uma área na qual acredito que seria possível desenvolver um grande trabalho educativo de exploração sustentável do umbuzeiro, envolvendo a comunidade, seria a área no entorno do Parque Nacional da Serra da Capivara, por vários aspectos: 


- seria uma alternativa à criação de animais, haja vista não ser permitido criar animais soltos nas proximidades do Parque; 

- o umbuzeiro faz parte do bioma caatinga e serve de alimento para humanos e animais que habitam esse ecossistema; 

- a produção de frutos poderia melhorar a alimentação e a renda dos camponeses que vivem no local; 

- acredito que o umbuzeiro pode ser plantado dentro da área do Parque, visto que pode ser plantado sem desmatar a caatinga; e o umbuzeiro, seus frutos e derivados não deixam de ser importante atração turística.

Todas essas sugestões dependem de práticas relativamente simples para serem implementadas.
O preocupante é que, por incrível que pareça, ninguém da região se dá conta da situação, nem a população, nem os gestores públicos. 


Apesar de ser público e notório o declínio do umbuzeiro, não se faz nada para salvar a planta. Foi aí que eu resolvi tentar chamar atenção das pessoas para o problema, começando por abordar o assunto em forma, digamos, divertida. 

A ideia é que este modesto poema em forma de cordel (vê abaixo) seja divulgado através dos meios de comunicação da região. Vale a pena apostar naquele velho ditado popular: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura". 

Só com a adesão da sociedade e das instituições é possível incentivar a preservação dos umbuzeiros existentes, efetuar o plantio de novas árvores para repor as plantas mortas, aumentar a população de plantas e, assim, salvar o umbuzeiro da ameaça de extinção para que as presentes e futuras gerações possam usufruir dessa grande riqueza natural, patrimônio exclusivo do Sertão Nordestino.


UMBUZEIRO - PATRIMÔNIO DO SERTÃO
Umbuzeiro planta sagrada,
Deixada pelo criador,
Confiada ao Sertanejo
Para ser seu cuidador.

Salve, salve o umbuzeiro,
Planta nativa do Sertão,
Salve, salve o umbuzeiro
Da ameaça de extinção.

Sertanejo, Sertanejo,
Não fracasse sua missão,
Bote fé no Criador,
Que o umbu tem salvação.

O Senhor é seu Pastor,
Não deixará umbu faltar,
Cuide bem do umbuzeiro,
Para o umbu não se acabar.

Sertanejo, Sertanejo
Não deixe o umbuzeiro morrer,
Se no Sertão faltar umbu
O Sertanejo vai sofrer.

Tanto o povo da cidade
Quanto a população campestre
São só felicidade
Com nossa planta silvestre.

O vaqueiro, o agricultor,
O empregado, o fazendeiro,
Todo trabalhador do campo,
Se beneficia do umbuzeiro.

Umbuzeiro, umbuzeiro,
Patrimônio do Sertão,
A extinção do umbuzeiro
É prejuízo pra nação.

domingo, 12 de abril de 2015

Dom Inocêncio realiza Processo Seletivo para escolha de membros do Conselho Tutelar

A partir de 27 de abril de 2015, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Dom Inocêncio, no Piauí, inicia o recebimento das inscrições para um Processo Seletivo que visa contratar profissionais para o cargo de Conselheiro Tutelar.
Esta oportunidade está em busca de candidatos com, no mínimo, nível Médio, que tenham mais de 21 anos, e que residam no município.
Ao todo serão selecionados cinco Conselheiros Tutelares e cinco suplentes. Os aprovados irão atuar em jornadas semanais de 40 horas, com remuneração equivalente a um Salário Mínimo Nacional Vigente (R$ 788,00).
As inscrições são recebidas até 22 de maio de 2015, na Secretaria Municipal de Assistência Social/ Semas, que fica na Praça Camaratuba, s/nº, Centro.
Como forma de avaliação, serão realizadas Capacitação, Exame de Conhecimento Específico, e Escolha em Data Unificada.

De acordo com a lei que rege a posse dos conselheiros a escolha dos candidatos deve ser feita por meio de eleição no município em data unificada, conforme indicado abaixo.

2.         UNIFICAÇÃO DA DATA DO PROCESSO DE ESCOLHA

Em cada Município e em cada Região Administrativa do Distrito 
Federal haverá, no mínimo, 1 (um) Conselho Tutelar como órgão integrante da administração pública local, composto de 5 (cinco) membros, escolhidos pela população local para mandato de 4 (quatro) anos, permitida 1 (uma) recondução, mediante novo processo de escolha. 

  Redação dada pela Lei n. 12.696/2012: data unificada em todo o território nacional. Processo a ser realizado no primeiro domingo do mês de outubro do ano subsequente ao da eleição presidencial. Neste caso, como a lei tem a vigência imediata, a data do primeiro processo unificado para a escolha dos conselheiros deverá ser 1º domingo do mês de outubro de 2015.

acesse o regimento do Conselho Tutelar clicando abaixo:

Obs. Dos atuais conselheiros apenas Valdenice Ribeiro da Silva está no segundo  mandato e não poderá mais concorrer.  Os demais conselheiros podem sair candidatos a outro mandato onde a população escolherá através do voto.