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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Dom Inocêncio já voltou a ser povoado na década de 60




NO INÍCIO DA DÉCADA DE 1960,  EMANCIPAÇÃO FOI REVOGADA E CIDADE DO SERTÃO PIAUIENSE VOLTOU A SER POVOADO DE OUTRO MUNICÍPIO.

A cidade de Dom Inocêncio, no sertão piauiense, já teve emancipação anulada e décadas depois voltou a ser município (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica.com)

A proposta do Governo Federal de fundir municípios com menos de 5 mil habitantes e cuja arrecadação própria não chega a 10% tem causado polêmica e muita discussão em todo o país. No Piauí, quase 80 municípios podem ser afetados caso a proposta do governo Bolsonaro seja aprovada no Congresso Nacional, algo que dificilmente deve acontecer.

Mas, município ser rebaixado à categoria de povoado não seria algo inédito. Isso já aconteceu no Piauí. Em dezembro de 1962, o então povoado de Curral Novo foi emancipado e virou município com nome de Dom Inocêncio. No entanto, a emancipação foi revogada cerca de dois anos depois e o lugarejo voltou a ser povoado do município de São Raimundo Nonato.

Mais de 20 anos depois, em 7 de junho de 1988, Curral Novo voltaria a ser emancipado novamente, dando origem de Dom Inocêncio. Hoje com 31 anos de emancipação, a cidade não será afetada caso a proposta do Governo Federal seja aprovada. Segundo o IBGE, Dom Inocêncio possui quase 10 mil habitantes e, portanto, não corre risco de rebaixamento.
Dom Inocêncio fica na região de São Raimundo (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica)

37 HABITANTES: A MENOR CIDADE DO MUNDO

A emancipação definitiva em 1988 foi capitaneada pelo padre Manuel Lira Parente, o Padre Lira, que desenvolvia ações sociais na região desde a década de 1960 através da Fundação Ruralista, entidade filantrópica criada por ele. Em 1988, Lira organizou um mutirão para construção de casas e prédios públicos no povoado com o intuito de garantir estrutura urbana para a emancipação. Já em 1962, a realidade foi diferente, como relatou o padre.
Lira afirmou numa publicação de 2001 que a primeira emancipação aconteceu pouco antes de sua chegada ao povoado e que a cidade possuía apenas 37 habitantes. Na avaliação do sacerdote, "era a menor do mundo". A emancipação efêmera foi, inclusive, motivo para que ele construísse a Fundação Ruralista em outro local distante 10 km dali, já que o estatuto da entidade elaborado por ele previa que a sede do projeto tinha que ser na zona rural.
Mutirão construiu casas em 1989. (Foto: Revista Nova Escola / Arquivo Gustavo Almeida)
O religioso, que morreu em 2015, ainda relatou que "era inconcebível a aberração de uma cidade com 37 habitantes" e por isso o município teve vida efêmera. No curto período, o prefeito nomeado foi Pedro Macário de Castro, líder político de São Raimundo Nonato.

DOCUMENTOS DA ÉPOCA

Na cidade, ainda hoje tem morador com documentos cuja naturalidade consta como de Dom Inocêncio, sendo que a expedição aconteceu décadas antes da emancipação definitiva . 
FONTE - PORTAL POLÍTICA DINÂMICA

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Grande sonho inocentino é abortado mais uma vez

Estivemos nesse final de semana (27/10) em Dom Inocêncio observando o andamento da grandiosa obra que promete tirar a "pequena grande cidade" do total isolamento. 

O governador Wellington Dias prometeu, quando visitou o município antes das eleições,  que terminaria os cerca de 30km de asfalto que restavam para concluir a PI-144, pista estadual que fará a ligação Dom Inocêncio à São Raimundo Nonato, sede da microrregião do Território Serra da Capivara.


Infelizmente, o que vimos foi uma obra abandonada sem nenhum trabalhador nem para tomar conta do que restou no canteiro de obras, se é que restou alguma coisa de valor.

Foram asfaltados cerca de 13km de pista vindo da sede do município restando, portanto, cerca de 16km, um trecho considerado pequeno, se levarmos em conta que a pista completa mede 105km até São Raimundo Nonato. 

A obra, que começou em 2011 após tantas idas e vindas e quatro paralisações, havia sido retomada em agosto deste ano. Hoje encontra-se, como constatamos, apesar de parada, bastante avançada. Se levarmos em conta, é claro, que a pista que falta está toda piçarrada e planificada em boa parte do trajeto, não faltando nenhuma ponte por fazer. 

Algumas tubulações por onde passam profundas veredas precisam ainda ser concluídas, mas seria questão de dias para o término completo da obra, caso fosse empregado o mesmo ritmo que reiniciaram os trabalhos, invadindo inclusive o período noturno e trabalhando noite adentro.

Há três semanas atrás, ou seja, logo após o término do primeiro turno das eleições em que o governador do Piauí, Wellington Dias , foi reeleito com 55% dos votos válidos, as máquinas e os equipamentos estavam sendo carregados para outro município, conforme constatou o inocentino Alonso Gomes. Veja a denúncia de Alonso no Facebook:


"É meu povo inocentino que sonha tanto com um asfalto, pois o governador reeleito agradece pelos votos que recebeu de Dom Inocêncio, e quem quiser ver um asfalto espere para próxima eleição que o mesmo estará aqui em cima de um banquinho ou em um palanque enganando o povo com apoio de políticos regionais"

Alonso Gomes estava se referindo aos inocentinos que ajudaram a reeleger o governador Wellington Dias mesmo contrariando um grande movimento que surgiu no município para exigir o término da obra, intitulado Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto" que surtiu efeito pelo menos até a eleição, mas que não teve o apoio total e irrestrito dos inocentinos que deram a maioria de votos ao governador antes mesmo de cumprir  a sua maior promessa.

Nós, da Cristal Produtos para Limpeza, que fazemos o referido trajeto constantemente, só podemos lamentar a paralisação de uma obra tão importante como essa que irá permitir o escoamento da produção inocentina. 

Apesar de ver todas as esperanças sendo consumidas pelos fatos, continuamos torcendo para que os responsáveis pela grandiosa obra possam retomar os trabalhos e encerrar esta que já está se tornando uma verdadeira novela. Qual será o próximo capítulo que nos aguarda???


A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Marcilio Tico, pessoas em pé


A esquerda, abraçado ao governador Wellington Dias , o professor inocentino, Marcílio de Sousa Silva, o famoso Tico, um dos criadores do movimento Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto" juntamente com Leílson Lima, Gutemberg Sousa (prof. Guto), prof. Manoel, Agnaldo Macêdo, entre outros líderes inocentinos. 

Segundo Tico, a obra é vital para o desenvolvimento da microrregião do Território Serra da Capivara e torce para que desta vez o governo cumpra a palavra e termine os 30km restantes. 

Vejamos agora algumas imagens captadas no trajeto:




O asfalto foi retomado partindo agora da sede de Dom Inocêncio. Esta imagem acima é da saída para São Raimundo Nonato com o bairro Alto da Bela Vista à direita. O trecho está com asfalto terminado.


Logo de início, saindo da cidade, nos deparamos com o muro 

que será a parte frontal de uma casa de shows que 

pertence a Salvador Nunes, empresário inocentino e 

empreendedor cultural. Da pista  dá pra ver a foto de seu 

filho, Sandrinho do Acordeon ornamentando a fachada. 
Com certeza, o primeiro empreendimento a ser realizado no trecho 
do novo asfalto.

Animais na pista ainda representam um grande perigo para os motoristas mais desatentos. Este belo trecho, nas duas imagens acima, pertence a localidade Riacho da Serra por onde passa um riacho de grande vazão, no entanto, não foi feita nem uma ponte no local, apenas alguns tubos para escoar a água que foi responsável por quebrar um poste ao meio na grande enchente de 2016.

A terraplanagem está bastante avançada e a pista que falta está toda piçarrada  faltando pequenos ajustes apenas para receber o asfalto.
Ponte da Fazenda do Meio, a famosa "ponte da discórdia" que foi notícia até no Jornal Nacional, já se encontra praticamente pronta com todos os acessos feitos, mas infelizmente, o asfalto ainda não chegou até lá. Faltando bem pouco, apenas cinco quilômetros para alcançar a ponte e mais 11km para ligar à outra ponta do asfalto e terminar a tão sonhada obra.

Riacho da Fazenda do Meio visto de cima da ponte. As primeiras chuvas já começaram na região.



Ponto em que o asfalto foi interrompido,  próximo à Fazenda do Meio e à 13km  da sede de Dom Inocêncio que ficou para trás.

Após trafegar por 16km de estrada de chão com boa parte piçarrada, finalmente chegamos a outra ponta do asfalto, a que vem de São Raimundo Nonato, na localidade Santa Bárbara, município de Coronel José Dias, exatamente na fronteira com Dom Inocêncio .  Como pudemos notar, são apemas 16km de estrada de chão praticamente pronta para receber o asfalto.










domingo, 19 de agosto de 2018

Grande sonho inocentino é retomado

Tomara!!!!!
A imagem pode conter: céu, nuvem, atividades ao ar livre e natureza
imagem: Vice-prefeito Marcos Damasceno

As obras de asfaltamento da PI-144 que liga Dom Inocêncio à São Raimundo Nonato foram retomadas nesta semana partindo agora da sede de Dom Inocêncio com destino à localidade de Santa Bárbara, onde se encontra o asfalto , distante 30km  e  que pertence ao município de Coronel José Dias.
A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Marcilio Tico, pessoas em pé
Prof. Marcílio e o governador  Wellington Dias

Segundo o professor inocentino, Marcílio de Sousa Silva, o famoso Tico, um dos criadores do movimento " Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto" , a obra é vital para o desenvolvimento da microrregião do Território Serra da Capivara e torce para que desta vez o governo cumpra a palavra e termine os 30km restantes. 

O grande sonho inocentino de sair do isolamento já foi adiado por sete anos, desde 2011, quando iniciou-se os trabalhos e esta é a terceira vez que a obra é retomada.

As imagens abaixo são de Glória Nunes

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A imagem pode conter: céu, estrada, atividades ao ar livre e natureza


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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Inocentinos têm que escalar ponte para atravessar riacho

"Ué?? cadê a ponte que tava aqui???"
Atualizado em 22/02/18 

Hoje, nesta quinta-feira 22/02, a situação da ponte sem acessos continua a mesma. O riacho transbordando é um transtorno para os inocentinos que têm que se deslocar à São Raimundo Nonato. Os passageiros precisam ainda escalar a ponte para alcançar o outro lado da margem do riacho e esperar até chegar um veículo para continuar o trajeto.

Veja nas imagens abaixo que agora não é apenas um, mas três riachos que precisam ser atravessados para chegar à São Raimundo. O principal deles,  da Fazenda do Meio onde fica a ponte sem acesso, é apenas o primeiro e o mais caudaloso.
Graças a Deus pela chuva!

Riacho da Fazenda do Meio em Dom Inocêncio à 18km da sede. Dá pra ver  no detalhe um pedaço da ponte a direita ainda sem o acesso e o riacho praticamente impossível de ser transposto. As imagens são de terça-feira 20/02/18.


crédito das imagens: Talita Melo

Esta vereda acabou transbordando e tomando a pista na divisa de Dom Inocêncio e Coronel José Dias
Passageiros inocentinos tendo que atravessar o riacho da Santa Bárbara, na localidade mais conhecida como "Cafezinho" pertencente ao município de Coronel José Dias


Atualizado em 12/02/18


Essa é a atual situação da principal via de ligação de Dom Inocêncio à São Raimundo Nonato. Com o asfalto sem terminar, faltando 30km, a chuva chegou com vontade fazendo os riachos transbordarem. Esta imagem, postada pelo jornalista inocentino Gustavo Almeida, é do riacho da Fazenda do Meio, a 20km da sede de Dom Inocêncio. Os inocentinos estão tendo que escalar a ponte sobre o riacho com uma escada para chegar ao outro lado onde um carro está à espera para completar o trajeto até São Raimundo.

O governador Wellington Dias prometeu a conclusão da obra, mas o que todos estamos vendo é isso aí, uma ponte praticamente pronta sendo escalada pelas pessoas por falta dos acessos, vergonhoso! 

Parece irônico, mas é a realidade por que passa os inocentinos que precisam se deslocar a sede da microrregião. Atenção governador Wellington Dias, a eleição está próxima e o povo está de olho!!!

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé e atividades ao ar livre
Imagem: Gustavo Almeida
"Riacho cheio, abundância de água. Isso é o que nós queremos e o que deixa o sertanejo feliz. O único fato a lamentar é que, sem a conclusão do asfalto prometido há décadas pelo governo, nossa cidade voltou a ficar totalmente isolada nesta sexta-feira (9). Um descaso que se repete todos os anos. 

Esse é o dia ideal do nosso querido governador Wellington Dias ir à Dom Inocêncio. É só atravessar esse riacho. Uma ponte até foi feita, mas ponte sem acesso é tiro sem bala. Torcer para a chuva parar, não torço jamais. Pode chover a vontade e transbordar tudo. Eu torço mesmo é para o governo tomar vergonha na cara e concluir esse asfaltamento"
Gustavo Almeida

O inocentino Leílson Lima, um dos organizadores do movimento DOM INOCÊNCIO SEM ASFALTO, DOM INOCÊNCIO SEM VOTO, fez um alerta a todos inocentinos, confira.

"Que alegria ver nossa Região sendo coberta por muita chuva, a vida no campo se renasce a cada gota que vem do céu! 
Porém a realidade também retorna, situações críticas e de riscos com a população. Aí eu imagino. E se tivesse sido concluído esse ASFALTO até Dom Inocêncio já? todos estariam despreocupados em não ter que subir alguns degraus de escada.


E me veio a lembraça de quando fomos se manifestar para conclusão da obra, na Campanha DOM INOCÊNCIO SEM ASFALTO, DOM INOCÊNCIO SEM VOTO. convidamos a população para fechar a Rodovia em São Lourenço, pouca gente viu como uma solução de melhoria e foi com a gente! 

Porém a maioria já foi achando que se tratava de ato político e foi contra.

Algumas até desejaram que nós devíamos tomar pedradas na cabeça pra largar de ser besta. Pois bem, era justamente isso que queríamos evitar👆!

Acorda meu povo Inocentino que amo de coração, enquanto não houver união quem irá continuar sofrendo é a população!"   Leílson Lima
A imagem pode conter: céu, montanha, atividades ao ar livre e natureza
Imagem: Isaías Ramos




domingo, 15 de outubro de 2017

Asfalto de Dom Inocêncio já tem 15km concluídos. Veja as imagens recentes da grandiosa obra

Em alguns trechos da obra o desnível  da pista em relação ao acostamento é grande, o que impede a saída do veículo da pista.

Localidade da Volta do Boi, ainda em Coronel José Dias. Imagens são de sábado, 07.10.17, dá pra ver  o piche pronto para receber o asfaltamento na estrada.

Na data de hoje, (15.10), a pavimentação asfáltica já se encontra na localidade do Cachorro, na casa do Jurandir, ex-vereador de Coronel José Dias restando cerca de 36km para chegar à sede de Dom Inocêncio.
A previsão de entrega da majestosa obra foi adiada para dezembro de 2018.
Enquanto a chuva não vem, a pista está sendo molhada com água da barragem do Oiti, a 14km da sede de Dom Inocêncio.



localidade Santa Bárbara em Coronel José Dias  na divisa com Dom Inocêncio. Ponto de parada dos carros que fazem linha para São Raimundo Nonato, o famoso "cafezinho" na residência de Zé Moreno no fundo da imagem.
A cratera aberta na pista servirá para receber a tubulação por onde passa uma grande vereda  no local. É um serviço que deve ser concluído antes de chover. Uma chuva forte poderá destruir todo o trabalho realizado. 
Ponte na localidade da Fazenda do Meio, à cerca de 20km da sede, com pilares prontos. Esta é a última ponte que ainda resta ser concluída.


Riacho da Serra, à 6km da sede de Dom Inocêncio. A grande ladeira saindo do riacho foi cortada diminuindo o declive que existia. Bastante caudaloso na época das chuvas, o riacho receberá apenas tubulação e não uma ponte como se pensava.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto. Cansados de promessas do governo, inocentinos bloqueiam a PI-140 e protestam pela continuação do asfalto

"Inocentinos não irão ás urnas se asfalto não sair"

Sexta-feira, 31 de março de 2017. Na fatídica data que marcou a queda do regime democrático e instituiu a ditadura no país há 53 anos, em 1964, a nação acordou novamente sob os gritos de protestos em todos os estados da federação contra a reforma da Previdência imposta pelo governo de Michel Temer.

Estrada com asfaltamento incompleto é a única via de acesso ao município (Foto: Derlizandra Marques/Arquivo Pessoal)
Foto: Derlizandra Marques/Arquivo Pessoal    G1/Piauí

Bem distante das atenções e holofotes da grande mídia, isolado e sequer conhecido pelos brasileiros, um pequeno município  do semiárido piauiense , Dom Inocêncio, a 634km de Teresina, desperta ás quatro horas da madrugada   com seus moradores movidos pelo sentimento de revolta e cidadania que lembra a revolução de 1964, tamanho é o patriotismo e a união dos inocentinos, como são chamados os que nascem nesta terra, mais conhecida como "Terra dos Sanfoneiros".

Diferente do restante do país, a luta que tirou os inocentinos cedo da cama é outra. O que moveu boa parte da população inocentina - que gira em torno de nove mil pessoas - para seguirem juntos na madrugada chuvosa desta sexta-feira até o município vizinho de São Lourenço do Piauí a 80km de distância foi apenas o desejo de deixar de ser  uma terra isolada dos municípios vizinhos.

Os inocentinos cansaram. Cansaram de tantas promessas do governador Wellington Dias - que já está no terceiro mandato se encaminhando para o quarto em 2018 -  de que teriam uma ligação por asfalto para a sede da sua região, o Território Serra da Capivara, São Raimundo Nonato, conhecida mundialmente pelos seus sítios arqueológicos.

As obras do tão sonhado asfalto se arrastam desde 2011 quando foi iniciado e terminado um trecho de cerca de 18km partindo de São Lourenço com destino a Dom Inocêncio. Na campanha para governador em 2014, Wellington Dias chegou até a subir em um banquinho de couro e madeira improvisado no meio da praça das Palmas no centro da sede de Dom Inocêncio para dizer que o asfalto seria concluído, caso fosse eleito.
imagem: Gustavo Almeida

A imagem pode conter: 7 pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre, texto e natureza
imagem: Gustavo Almeida
Manifestantes bloquearam a rodovia e só liberaram a passagem de ambulâncias (Foto: Derlizandra Marques)

Manifestantes bloquearam rodovia e só liberaram passagem de ambulâncias (Foto: Derlizandra Marques) G1/Piauí




As obras reiniciaram ano passado, mas passados seis meses, apenas serviços de terraplanagem na estrada foram feitos em cerca de 20km. do total de 55km que ainda faltam para chegar à sede inocentina. No meio do ano, as obras foram paralisadas novamente até o presente momento.

Nós da Cristal, com sede em Dom Inocêncio, assim como todos os inocentinos e os que necessitam trafegar pela via, sentimos na pele os transtornos que a falta de uma ligação por asfalto com São Raimundo provoca sobretudo no período chuvoso.

Ir à Dom Inocêncio é uma verdadeira aventura que muitos evitam com medo de ficarem pelo caminho, devido as péssimas condições da estrada. 



Estamos totalmente de acordo e apoiamos o movimento que luta por uma causa mais do que justa, "Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto". Estrada é vida, estrada é progresso. Por ela passam pessoas, mercadorias, equipamentos, e facilita o acesso ao desenvolvimento de um município e região.
Ao bloquear a pista,  os inocentinos estão demonstrando um sentimento de força e união e prometem impedir a entrada do governador Wellington Dias e outros políticos no município enquanto as obras não forem retomadas e o asfalto concluído. 

As festividades do município começam no meio do ano e atraem muitos políticos para Dom Inocêncio que não serão bem vindos à Terra dos Sanfoneiros caso o asfalto não saia. Foi o que prometeu um dos idealizadores do movimento, o inocentino Agnaldo Macedo.

imagens: G1/Piauí
texto: Raimundo Campos


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

SEM LIGAÇÃO ASFÁLTICA, CIDADE DE DOM INOCÊNCIO VIVE DÉCADAS DE DESCASO

GOVERNADOR ASSEGUROU RETOMADA DO ASFALTO EM MAIO DE 2016, MAS EM DEZEMBRO AS OBRAS PARARAM; POPULAÇÃO SOFRE COM O DIFÍCIL ACESSO

Gustavo Almeida do política dinâmica
24/01/2017 08:31 - Atualizado em 24/01/2017 09:10
Ponte inacabada sobre o riacho Fazenda do Meio (Foto: Maria Amélia Almeida)
Ponte inacabada sobre o riacho Fazenda do Meio (Foto: Maria Amélia Almeida)
Um verdadeiro retrato do descaso político e da falta de sensibilidade dos governantes com o povo. Essa é a realidade em que vive o pacato município de Dom Inocêncio, a 615 km de Teresina. Há exatamente um ano, a cidade ganhava repercussão estadual devido as enchentes que deixaram famílias desabrigadas e todas as estradas interrompidas com a cheia de riachos. Sem ligação asfáltica, ninguém chegava ou saía.
A grande repercussão revelou ao Piauí um descaso com os moradores da região. Todos os acessos para as cidades vizinhas são de estradas de chão, cortadas por riachos e que viram um verdadeiro lamaçal nos períodos chuvosos. Após as enchentes de 2016, o governador Wellington Dias (PT) assinou ordem de serviço na comunidade Ingazeira e garantiu que a estrada estaria asfaltada ainda naquele ano. Nada mudou.
Enchentes de 2016 deixaram cidade isolada (Foto: Divulgação/Prefeitura de Dom Inocêncio)Enchentes de 2016 deixaram cidade isolada (Foto: Divulgação/Prefeitura de Dom Inocêncio)
A OBRA
O asfaltamento da estrada é um dilema da região. São cerca de 80 km para ligar Dom Inocêncio à PI-140, em São Lourenço do Piauí, caminho que é via de acesso a São Raimundo Nonato, cidade polo da região. Após anos de promessas, as obras começaram em 2011, no governo de Wilson Martins (PSB). Ao todo, 18 km foram asfaltados e uma das três pontes sobre os riachos foi concluída, mas a obra parou meses depois. Somente em 2016, devido às enchentes, lembrou-se dela novamente.

Após a ordem para retomar o asfaltamento dada por Wellington Dias, máquinas e operários da construtora Jurema começaram a trabalhar em ritmo intenso, o que fez o povo acreditar na promessa de conclusão até dezembro. Apesar disso, nenhum quilômetro a mais de asfalto foi feito e atualmente as obras estão totalmente paradas e sem previsão de retomada.
Trabalhadores deixaram o canteiro de obras (Foto: Maria Amélia Almeida)Trabalhadores deixaram o canteiro de obras (Foto: Maria Amélia Almeida)
Os poucos serviços realizados após as enchentes foram apenas de terraplanagem e construção das colunas de uma outra ponte, sobre o riacho Fazenda do Meio. Quando assinou a ordem de serviço para retomada em maio de 2016, o governador afirmou em tom confiante: “Vamos iniciar a todo vapor e conseguir entregar a nova estrada até o fim do ano”. O ano acabou e o sonho da obra concluída ainda continua distante.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagens do Piauí (DER), Dom Inocêncio, que tem 28 anos de emancipação política, é um dos quatro municípios do estado que não possuem acesso com estrada asfaltada. Além dele, Morro Cabeça no Tempo, Domingos Mourão e Canavieira também vivem a mesma realidade.
MILHÕES INVESTIDOS
Os 18 km asfaltados em 2011, ainda na gestão Wilson Martins, tiveram recursos na ordem de R$ 10 milhões de emenda parlamentar do deputado federal Marcelo Castro (PMDB), que é bem votado na região, e outros R$ 10 milhões de uma operação de crédito do governo do estado, conforme informou ao Politica Dinâmica o próprio ex-governador.

Nos períodos chuvosos, riachos dificultam acesso ao município (Foto: Lídio Paes de Lima)Nos períodos chuvosos, riachos dificultam acesso ao município (Foto: Lídio Paes de Lima)
Segundo ele, os recursos da emenda parlamentar foram todos utilizados no trecho que atualmente está asfaltado, mas apenas uma pequena parte do dinheiro do estado foi aplicada à época. Wilson alegou que não houve tempo de fazer o outro trecho, mas que o dinheiro ficou na conta quando deixou o governo.
“O que eu sei é que nem a parte que eu deixei o recurso dos R$ 10 milhões, dentro de um programa, foi concluída. Esse dinheiro não dava para fazer a obra toda, mas daria para fazer outra etapa. Lá a dificuldade é porque é de difícil acesso, muito cara e longe. Cada governo tem que fazer um pedaço”, falou.
Riachos impediram tráfego em 2016 (Foto: Divulgação/Prefeitura de Dom Inocêncio)Riachos impediram tráfego em 2016 (Foto: Divulgação/Prefeitura de Dom Inocêncio)
GOVERNO E CONSTRUTORA DIVERGEM

Há mais de um mês os trabalhadores deixaram o canteiro e a obra está parada. Procurada pelo Politica Dinâmica, a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) informou que todos os pagamentos à construtora Jurema estão em dia e “acredita” que a empreiteira tenha parado as obras por conta do início das chuvas na região.

A Seinfra ainda alegou que “talvez” a maior dificuldade enfrentada na obra seja por conta do clima, mas disse que todos no órgão estão empenhados em concluí-la. Ainda conforme a secretaria, R$ 5 milhões já foram investidos pela gestão de Wellington Dias no asfaltamento da estrada e que a retomada da obra depende apenas da Jurema.
Em maio de 2016, W. Dias assinou ordem de serviço e prometeu conclusão em sete mesesEm maio de 2016, W. Dias assinou ordem de serviço e prometeu conclusão em sete meses
Já a construtora Jurema disse que executou o que lhe foi pago para executar e depois disso parou os serviços. A empresa não falou em chuvas na região. Segundo a empreiteira, o governo do estado não está devendo, mas novos recursos não foram colocados para que a empresa continuasse a obra. Com a conclusão daquilo que foi pago para fazer, a construtora retirou seus trabalhadores e disse que aguarda novos investimentos do governo para dar prosseguimento ao lendário asfaltamento.