A desastrada tentativa da Rede Globo de promover o seu tradicional debate com os presidenciáveis, nesta quinta-feira 01/10, acabou se transformando em mais uma comédia com tantas reviravoltas que o evento proporcionou!
Acompanhe os principais fatos ocorridos durante a semana do evento.
Cronologia do desastre jornalístico
Desistências de Lula, Flávio Bolsonaro e decisões judiciais motivaram o cancelamento do evento
Quarta-feira 23/09: Emissora chama apenas quatro dos candidatos elegíveis ao debate, alegando seguir as regras do TSE.
Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) são convocados a debater propostas.
Renan Santos e Zema ficam fora. Globo alega que, segundo as regras eleitorais, os dois não possuem, pelo menos, cinco deputados federais eleitos no congresso.
Terça-feira 29.09: Romeu Zema aciona a Justiça e consegue participação no debate
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autoriza a participação do candidato Romeu Zema do Novo.
Renan Santos e o púlpito vazio em debate na Band. Candidato do Missão aproveitou o momento para criticar duramente os rivais ausentes. Foto: Jean Carniel/REUTERS
Quarta-feira 30/09: Lula afirma que não vai
ao evento
Presidente preferiu participar do podcast Flow no horário do debate, alegando que seria o alvo predileto dos quatro candidatos de extrema direita presentes ao debate.
Ao perceber que Renan Santos (Missão), o mais temido rival de Flávio, não participaria do debate, Lula decidiu não comparecer.
Quinta-feira 01/10: às 17h ministra do TSE manda retirar púlpito vazio de Lula
Emissora havia acordado com os candidatos que o púlpito vazio seria mantido mesmo com ausência do candidato, com uma placa o identificando pelo seu nome. Perguntas também poderiam ser feitas ao púlpito vazio.
Ministra Estela Aranha, do TSE, determina a retirada do púlpito do debate. Segunda ela, o candidato ficaria exposto, mesmo ausente, sem condições de se defender.
18h: Gilmar Mendes, ministro do STF, autoriza Renan Santos a participar no debate
O ministro alegou que a participaçãode Renan Santos (Missão) deveria "ser assegurada em atenção aos postulados da liberdade de expressão e do pluralismo político".
18:30h: Flávio Bolsonaro desiste do debate
Em apenas três minutos, após saber da inclusão de Renan Santos (Missão), inimigo figadal de Flávio, no debate, o candidato do PL desiste do evento.
Flávio Bolsonaro já tinha alegado que só viria ao debate se Renan Santos não fosse convidado.
Minutos antes do evento: Globo cancela o debate
Alegando insegurança jurídica, a emissora decide cancelar o debate.
Sobraram apenas quatro candidatos sem expressão nas urnas, Augusto Cury (Avante) Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema ( Novo).
Os dois principais nomes ficaram de fora, o que motivou ainda mais o cancelamento do evento.