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sábado, 18 de julho de 2020

A INVISIBILIDADE DO MAGISTÉRIO BRASILEIRO NO DELICADO PROCESSO DE RETORNO ÀS AULAS PRESENCIAIS DURANTE A PANDEMIA

Dia da Educação em tempos de pandemia: com decisões de olhos ...

Seguidamente ouvimos debates acerca do retorno às aulas, no Brasil, durante a pandemia. Sobre o assunto, falam os infectologistas, falam os médicos, falam as mães, falam secretários da educação, falam os prefeitos, vereadores. Ministro da educação não fala porque não temos, ou temos? Falam os alunos, falam os repórteres, falam os programas de TV, só os professores não falam. Pior, sequer são mencionados nesse processo como se não fizessem parte dele.

      Hoje, cruzei pela televisão no horário do programa “Encontro”, sentei para ver a simulação de um ambiente de sala de aula em que uma tinta foi usada para representar o novo coronavírus, detalhe, nessa simulação só havia duas pessoas na sala. Em pouco tempo mesas e vários objetos ficaram tomados pela tinta fluorescente que representava o vírus. Em seguida uma especialista foi entrevistada, não prestei atenção no seu nome ou especialidade. Ela falou sobre esse processo de volta às aulas presenciais. Mencionou a importância do retorno escalonado para que as salas não fiquem lotadas. Minimizou o perigo desse regresso ao dizer que as crianças, na maioria, não são infectadas e, quando são, apresentam apenas sintomas leves. Citou também a importância da escola para as crianças, mas não falou dos professores, nunca, uma única vez.

      Por puro vício de linguista que adora Análise do Discurso, fiquei contando nos dedos as vezes em que ela pronunciava a palavra “crianças”, perdi a conta, foram muitas, ao mesmo tempo em que esperava ansiosamente a inclusão da palavra “professores”, não houve. A eterna invisibilidade do magistério brasileiro gritava no discurso dessa senhora e me embrulhou o estômago.

      Estava ali, naquela fala, vergonhosamente escancarado o desrespeito pelos professores e a visão que a nossa sociedade possui da “escola”. Quando uma categoria tão fundamental nesse processo, sequer é mencionada, é porque não existe para esse sujeito do discurso. Excluídos os professores desse processo, a escola é reduzida a espaço de socialização, depósito de crianças para que os pais trabalhem, tulha para que os adolescentes não fiquem ociosos. A escola passa a ser tudo, menos espaço para a construção do conhecimento.

      A omissão da palavra “professores” quando se referem a esse retorno é também um desrespeito pelas nossas vidas, como se a nossa vida, a nossa saúde não fosse importante. Penso no quadro docente da minha escola e, através dele, traço um parâmetro. Poucos não estão no grupo de risco. A maioria possui comorbidades.  Entre os jovens e saudáveis, estão as grávidas. Isso sem considerar a carga de trabalho desses profissionais, muitos trabalham em mais de uma escola. Em escolas de cidades diferentes e precisam de transporte público. 

      Fico pensando no nosso esforço, na nossa luta para manter a qualidade do ensino neste ano letivo atípico. Fomos pegos de surpresa, como todos. A maioria de nós nunca estudou para dar aulas à distância. Aprendemos na marra, no susto. Nossa casa se transformou em estúdio. Nosso celular em instrumento de trabalho e voz para dez turmas, cerca de quatrocentos alunos e mais seus pais (no meu caso). Em tempos de aulas presenciais, meu celular estava sempre no silencioso para não perturbar, agora também porque muitos alunos e pais não respeitam dia nem horário. 

Trabalhamos em duas plataformas e quatro frentes: classroon, whatsapp, diário online e material impresso. Todo dia chega uma nova exigência, a mais nova é postar o plano de aula na íntegra, também no diário online. Quando falam em retorno, falam em retorno escalonado para os alunos. E o retorno dos professores também será escalonado? Ou teremos de assumir tudo, aulas presenciais e à distância? É sobre isso que nossos sindicatos precisam ficar atentos. 

Não há como dar conta de aulas presenciais e à distância ao mesmo tempo, se for assim, os que não morrerem de Covid19, vão morrer de exaustão. Ainda tem as lives, quase todo dia, para que os professores escutem, escutem, escutem. Quando nos será concedido o lugar de fala nisso tudo? O magistério é silenciado na educação brasileira desde o Brasil colônia, todas as decisões vêm de cima, de especialistas que já não estão no chão da sala de aula há tempos. Mais que ouvir, necessitamos também falar e, acima de tudo, precisamos ser ouvidos!

Por Márcia Friggi


Perguntas importantes em relação à reabertura das escolas: 

* Se um professor testar positivo para COVID-19, será obrigado a ficar em quarentena por 2-3 semanas? Esse período será pago ou descontado do salário?

* Se esse professor tiver 5 aulas por dia com 30 alunos cada, estes 150 alunos precisarão ficar em casa em quarentena por 14 dias?

* Estes 150 alunos precisarão ser testados? Quem pagará por estes testes? Serão feitos na escola? Como os pais serão notificados? Todo mundo na família de cada um desses alunos precisarão ser testados? Quem pagará por isso?

* E se alguém que mora na casa de um professor testar positivo? Esse professor então precisará ficar em quarentena por 14 dias, sem ir trabalhar? Essa folga será coberta por outro professor? Será remunerada?

* Onde a região de ensino encontrará um substituto que trabalhe numa sala cheia de alunos que foram expostos e possivelmente infectados, recebendo pagamento de professor substituto?

* Professores substitutos ensinam em várias escolas. E se eles forem diagnosticados com COVID-19? Todos os alunos de todas as escolas precisarão de quarentena e de ser testados? Quem pagará por isso?

* E se um aluno da mesma sala que seu filho testar positivo? E se o seu filho testar positivo? Todos os alunos e professores que tiveram contato com ele precisarão ficar em quarentena? Todos nós seremos notificados de quando alguém foi infectado, e quem? Ou será que, em função dos regulamentos da secretaria de saúde os pais e professores receberão emails misteriosos do tipo "fulano pode ter estado em contato" ao longo do ano inteiro?

* O que esse stress causará aos nossos professores? Como ele afetará sua saúde e bem-estar? Como afetará sua capacidade de ensinar? Como afetará a qualidade da educação que eles são capazes de fornecer? O que causará aos nossos filhos? Quais são os efeitos a longo-prazo de estar numa situação de terror constante?

* Como alunos e corpo docente serão afetados quando o primeiro professor na escola morrer por causa disso? O primeiro pai de aluno que levou o vírus para casa? O primeiro aluno?

* Quantas mais pessoas terão que morrer, que não teriam morrido se tivéssemos ficado em casa por mais tempo?

 Todas essas perguntas são importantes.mas tenho uma tão importante quanto.ao voltar às aulas presenciais no modelo proposto.metade assiste aula presencial,a outra metade aula remota,aí pergunto: vai ser dois professores?um para a aula remota e outro para a presencial?ou vão dar segundo turno pra quem tem só um?ou ainda,que é o mais provável, vão "matar"o professor,que vai trabalhar no presencial e no remoto ao mesmo tempo?
Que Deus tenha piedade de nós.

domingo, 17 de maio de 2020

Município de Dom Inocêncio-PI registra primeiro caso de Coronavírus. Positivado não é inocentino.

Mapa de Dom Inocêncio

A pequena cidade de Dom Inocêncio, localizada no semiárido piauiense, Território Serra da Capivara, registrou o primeiro caso de Covid-19 neste sábado 16/05. Segundo a Secretaria de Saúde do município, trata-se de um rapaz de 24 anos, trabalhador no Consórcio de empresas que atua no município e que havia retornado do canteiro de obras do município vizinho
de Lagoa do Barro.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

O bom e velho Dirceu manda um importante recado pra vocês

"Não quero ser amigo pra matar ninguém e nem ter amigo pra me matar"

Escutem com atenção o que o nosso amigo, o bom e velho Dirceu "Batuque" Ribeiro Soares da localidade Sal, em Dom Inocêncio, semiárido piauiense, na divisa com Remanso na Bahia, tem para dizer a todos os inocentinos, remansenses, sãoraimundenses e petrolinenses nesta véspera de Semana Santa em tempos de Coronavírus. 




Dirceu "Batuque", é um dos organizadores da famosa e tradicional festa dos "Caretas", festa folclórica e religiosa realizada na localidade do Sal, sempre na noite da Sexta-feira Santa que neste ano será no dia 10/04. 

No evento,  os participantes criam personagens assustadores que se trajam com roupas inusitadas usando máscaras ou caretas para não serem identificados. De posse de chicotes ou chibatas, os caretas "malham" as pessoas ao redor em alusão à malhação do Judas. Veja mais sobre os Caretas "aqui".

A tradicional manifestação de malhar o Judas, mais conhecida como 'Os Caretas', no Sal de Cima, Dom Inocêncio, continua viva e reunindo muitas pessoas na Sexta-feira Santa...Veja as imagens...



Dessa vez, Dirceu foi enfático e sem papas na língua ao se dirigir aos seus amigos de outros municípios e outros estados dando seu recado que serve para todos nós. 

Confira! Grande Dirceu!!!!  É assim que se fala!

O vídeo foi postado pelo jornalista inocentino Marcelo Damasceno  em seu perfil no Facebook.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Dom Inocêncio já voltou a ser povoado na década de 60




NO INÍCIO DA DÉCADA DE 1960,  EMANCIPAÇÃO FOI REVOGADA E CIDADE DO SERTÃO PIAUIENSE VOLTOU A SER POVOADO DE OUTRO MUNICÍPIO.

A cidade de Dom Inocêncio, no sertão piauiense, já teve emancipação anulada e décadas depois voltou a ser município (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica.com)

A proposta do Governo Federal de fundir municípios com menos de 5 mil habitantes e cuja arrecadação própria não chega a 10% tem causado polêmica e muita discussão em todo o país. No Piauí, quase 80 municípios podem ser afetados caso a proposta do governo Bolsonaro seja aprovada no Congresso Nacional, algo que dificilmente deve acontecer.

Mas, município ser rebaixado à categoria de povoado não seria algo inédito. Isso já aconteceu no Piauí. Em dezembro de 1962, o então povoado de Curral Novo foi emancipado e virou município com nome de Dom Inocêncio. No entanto, a emancipação foi revogada cerca de dois anos depois e o lugarejo voltou a ser povoado do município de São Raimundo Nonato.

Mais de 20 anos depois, em 7 de junho de 1988, Curral Novo voltaria a ser emancipado novamente, dando origem de Dom Inocêncio. Hoje com 31 anos de emancipação, a cidade não será afetada caso a proposta do Governo Federal seja aprovada. Segundo o IBGE, Dom Inocêncio possui quase 10 mil habitantes e, portanto, não corre risco de rebaixamento.
Dom Inocêncio fica na região de São Raimundo (Foto: Gustavo Almeida/PoliticaDinamica)

37 HABITANTES: A MENOR CIDADE DO MUNDO

A emancipação definitiva em 1988 foi capitaneada pelo padre Manuel Lira Parente, o Padre Lira, que desenvolvia ações sociais na região desde a década de 1960 através da Fundação Ruralista, entidade filantrópica criada por ele. Em 1988, Lira organizou um mutirão para construção de casas e prédios públicos no povoado com o intuito de garantir estrutura urbana para a emancipação. Já em 1962, a realidade foi diferente, como relatou o padre.
Lira afirmou numa publicação de 2001 que a primeira emancipação aconteceu pouco antes de sua chegada ao povoado e que a cidade possuía apenas 37 habitantes. Na avaliação do sacerdote, "era a menor do mundo". A emancipação efêmera foi, inclusive, motivo para que ele construísse a Fundação Ruralista em outro local distante 10 km dali, já que o estatuto da entidade elaborado por ele previa que a sede do projeto tinha que ser na zona rural.
Mutirão construiu casas em 1989. (Foto: Revista Nova Escola / Arquivo Gustavo Almeida)
O religioso, que morreu em 2015, ainda relatou que "era inconcebível a aberração de uma cidade com 37 habitantes" e por isso o município teve vida efêmera. No curto período, o prefeito nomeado foi Pedro Macário de Castro, líder político de São Raimundo Nonato.

DOCUMENTOS DA ÉPOCA

Na cidade, ainda hoje tem morador com documentos cuja naturalidade consta como de Dom Inocêncio, sendo que a expedição aconteceu décadas antes da emancipação definitiva . 
FONTE - PORTAL POLÍTICA DINÂMICA

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Cristal lança novas embalagens

A Cristal produtos para limpeza, sediada em Dom Inocêncio no semiárido piauiense,  com presença destacada neste município e também em São Raimundo Nonato, sede da região do Território Serra da Capivara, lançou no início deste ano as novas embalagens para acondicionar os produtos de grande aceitação e procura por parte de seus clientes que buscam qualidade, alta concentração e excelência na limpeza.



As embalagens estão mais alongadas facilitando o manuseio e com novo design. Toda a linha de sete produtos, com exceção do lustra móveis, detergente e limpa alumínio que também são encontrados  na versão de 500ml, já está vindo na nova garrafa de 1 litro.



A novidade é que alguns produtos como amaciante, desinfetantes  detergente e sabão líquido podem agora ser encontrados, além da nova embalagem de 1 litro, também na nova versão de dois litros, semelhante as que estão sendo lançadas, mas com preços mais atrativos, além de levar mais produto gera também maior economia no bolso . Confira os distribuidores abaixo e peça  Cristal, os mais queridinhos na limpeza!!!



Dom Inocêncio


Mercadinho São José - Zequinha e Deci
Comercial Costa - Elvira e Zezinho
Comercial Damasceno - Marinho e Divina 
Armazém Gomes - Nequinha e Genilde
Comercial Gomes - Zé do Valter  e Maria José
Mercadinho Ferreira - Costinha e Zildenir
Mercadinho Danielli - João Luiz e Ocileide
Mercadinho do Zé Luiz/Cleonice
Mercadinho Pag Menos - Luiz e Josefa - Alto Bela Vista

São Raimundo Nonato

Supermercado Nova Opção - Nilberto e Arthur
Mercadinho São Francisco - Divino e Joana
Mercadinho do João Negreiros - São Félix
Mercadinho Extra - Vilmar  centro
Comercial O Barateiro - Manoel
Mercadinho Yoyô / Milli  - Umbelina
Solimar Variedades - Umbelina
Mercadinho Sabrina - Paraíso das Aves
Mercadinho do Nilmar e Maria - Paraíso das Aves









Amaciantes, Desinfetantes e Sabão Líquido em
novas embalagens pet de dois litros
Cera líquida agora na
embalagem econômica de 1 litro




quinta-feira, 25 de abril de 2019

Vaso encardido? limpa alumínio Cristal é a solução!

Quem pensa que o Limpa alumínio Cristal só serve para ser usado em superfícies metálicas se engana. Entre inúmeras utilidades, exceto em aço inox, o produto também pode ser utilizado para a limpeza do vaso sanitário. Com seu alto  poder desincrustante, o Limpa alumínio  Cristal remove toda a sujeira encardida que fica depositada no fundo do vaso sanitário, aquela que não sai mesmo esfregando com força usando somente água e sabão.

Experimente! após a limpeza superficial, despeje cerca de 500ml de Limpa alumínio no vaso encardido, misturado com a água que já existe no vaso e deixe agir por cerca de 10 minutos. Em seguida faça a retirada do produto para limpeza final. Seu vaso ficará como novo!!!


Encontre você também  mais uma utilidade para o Limpa alumínio Cristal dentre muitas já descobertas!!
Resultado de imagem para vaso sanitário sujo


Imagem relacionada
Vaso sanitário depois de usar limpa alumínio Cristal

Funciona até em botijão de alumínio

sábado, 20 de abril de 2019

Sal de Luto


Não poderíamos deixar de registrar o falecimento de uma grande pessoa, de muita importância na nossa querida localidade do Sal, município de Dom Inocêncio. Internado no hospital de urgência de Teresina (HUT) desde a semana passada, com problemas renais e pulmonares, nosso querido Zeca do Izídio,  61 anos, veio a falecer nesta Sexta-feira Santa ás 22:00h.
Zeca do Izídio imagem: Claro Neto
Zeca era irmão do saudoso ex-vereador inocentino Pedro do Izídio que também faleceu de forma trágica juntamente com seu filho, em um acidente com seu caminhão na BR-144 em Canto do Buriti em 2011. Diferente de seu irmão, Zeca não era político, mas todos na região o consideravam uma pessoa amiga e sempre a disposição daqueles que dele necessitavam. Em todos os eventos da localidade Sal, tanto no Sal de cima, como no Sal de baixo, era ele quem se apresentava para preparar as refeições para os convidados.

Este ano, como sempre acontecia todos os anos,  há mais de 40 anos, durante a Semana Santa no Sal, haveria o tradicional Torneio do Sal, idealizado por Zeca, realizado na sua residência no domingo de Páscoa e que seria disputado por 12 equipes que confirmaram presença. Seria servido almoço a todos os presentes, jogadores e torcedores, na casa de Zeca, segundo Ivan, organizador do torneio. Infelizmente, desta vez, o grito de gol, que Zeca adorava ouvir, foi silenciado e não será ouvido em campo nesta manhã de domingo de Páscoa.


Zeca, apesar de ainda novo, se encontrava muito debilitado. Durante uma partida, no mesmo torneio que criara e que também participava, uma bolada no rosto deslocou sua retina. Proibido de jogar,  a paixão pelo esporte falava mais alto, e mesmo assim insistia em participar, agora usando lentes, sem resultado, o que acabou por lhe tirar completamente a visão mais tarde. Mas, apesar de tudo, continuou a promover o torneio até sua despedida, que ocorreu, por uma ironia do destino, em pleno domingo de Páscoa.

A tradicional festa de sábado de aleluia que também aconteceria esta noite, no clube do Adonilton, no Sal de cima e que seria animada pelo grande sanfoneiro Cinob, foi remarcada para 14 de setembro, confirmou o organizador do evento. Que Deus conforte a todos da família, o Sal está de luto. Assim como todos nós que o admirava e que o queria bem!!! Descanse em paz, amigo Zeca!!!

tradicional torneio de sábado de aleluia  na localidade do Sal com a casa de Zeca ao fundo


localidade do Sal de cima, município de Dom Inocêncio-PI
Equipe do Sal no tradicional torneio de sábado de aleluia  

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Grande sonho inocentino é abortado mais uma vez

Estivemos nesse final de semana (27/10) em Dom Inocêncio observando o andamento da grandiosa obra que promete tirar a "pequena grande cidade" do total isolamento. 

O governador Wellington Dias prometeu, quando visitou o município antes das eleições,  que terminaria os cerca de 30km de asfalto que restavam para concluir a PI-144, pista estadual que fará a ligação Dom Inocêncio à São Raimundo Nonato, sede da microrregião do Território Serra da Capivara.


Infelizmente, o que vimos foi uma obra abandonada sem nenhum trabalhador nem para tomar conta do que restou no canteiro de obras, se é que restou alguma coisa de valor.

Foram asfaltados cerca de 13km de pista vindo da sede do município restando, portanto, cerca de 16km, um trecho considerado pequeno, se levarmos em conta que a pista completa mede 105km até São Raimundo Nonato. 

A obra, que começou em 2011 após tantas idas e vindas e quatro paralisações, havia sido retomada em agosto deste ano. Hoje encontra-se, como constatamos, apesar de parada, bastante avançada. Se levarmos em conta, é claro, que a pista que falta está toda piçarrada e planificada em boa parte do trajeto, não faltando nenhuma ponte por fazer. 

Algumas tubulações por onde passam profundas veredas precisam ainda ser concluídas, mas seria questão de dias para o término completo da obra, caso fosse empregado o mesmo ritmo que reiniciaram os trabalhos, invadindo inclusive o período noturno e trabalhando noite adentro.

Há três semanas atrás, ou seja, logo após o término do primeiro turno das eleições em que o governador do Piauí, Wellington Dias , foi reeleito com 55% dos votos válidos, as máquinas e os equipamentos estavam sendo carregados para outro município, conforme constatou o inocentino Alonso Gomes. Veja a denúncia de Alonso no Facebook:


"É meu povo inocentino que sonha tanto com um asfalto, pois o governador reeleito agradece pelos votos que recebeu de Dom Inocêncio, e quem quiser ver um asfalto espere para próxima eleição que o mesmo estará aqui em cima de um banquinho ou em um palanque enganando o povo com apoio de políticos regionais"

Alonso Gomes estava se referindo aos inocentinos que ajudaram a reeleger o governador Wellington Dias mesmo contrariando um grande movimento que surgiu no município para exigir o término da obra, intitulado Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto" que surtiu efeito pelo menos até a eleição, mas que não teve o apoio total e irrestrito dos inocentinos que deram a maioria de votos ao governador antes mesmo de cumprir  a sua maior promessa.

Nós, da Cristal Produtos para Limpeza, que fazemos o referido trajeto constantemente, só podemos lamentar a paralisação de uma obra tão importante como essa que irá permitir o escoamento da produção inocentina. 

Apesar de ver todas as esperanças sendo consumidas pelos fatos, continuamos torcendo para que os responsáveis pela grandiosa obra possam retomar os trabalhos e encerrar esta que já está se tornando uma verdadeira novela. Qual será o próximo capítulo que nos aguarda???


A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Marcilio Tico, pessoas em pé


A esquerda, abraçado ao governador Wellington Dias , o professor inocentino, Marcílio de Sousa Silva, o famoso Tico, um dos criadores do movimento Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto" juntamente com Leílson Lima, Gutemberg Sousa (prof. Guto), prof. Manoel, Agnaldo Macêdo, entre outros líderes inocentinos. 

Segundo Tico, a obra é vital para o desenvolvimento da microrregião do Território Serra da Capivara e torce para que desta vez o governo cumpra a palavra e termine os 30km restantes. 

Vejamos agora algumas imagens captadas no trajeto:




O asfalto foi retomado partindo agora da sede de Dom Inocêncio. Esta imagem acima é da saída para São Raimundo Nonato com o bairro Alto da Bela Vista à direita. O trecho está com asfalto terminado.


Logo de início, saindo da cidade, nos deparamos com o muro 

que será a parte frontal de uma casa de shows que 

pertence a Salvador Nunes, empresário inocentino e 

empreendedor cultural. Da pista  dá pra ver a foto de seu 

filho, Sandrinho do Acordeon ornamentando a fachada. 
Com certeza, o primeiro empreendimento a ser realizado no trecho 
do novo asfalto.

Animais na pista ainda representam um grande perigo para os motoristas mais desatentos. Este belo trecho, nas duas imagens acima, pertence a localidade Riacho da Serra por onde passa um riacho de grande vazão, no entanto, não foi feita nem uma ponte no local, apenas alguns tubos para escoar a água que foi responsável por quebrar um poste ao meio na grande enchente de 2016.

A terraplanagem está bastante avançada e a pista que falta está toda piçarrada  faltando pequenos ajustes apenas para receber o asfalto.
Ponte da Fazenda do Meio, a famosa "ponte da discórdia" que foi notícia até no Jornal Nacional, já se encontra praticamente pronta com todos os acessos feitos, mas infelizmente, o asfalto ainda não chegou até lá. Faltando bem pouco, apenas cinco quilômetros para alcançar a ponte e mais 11km para ligar à outra ponta do asfalto e terminar a tão sonhada obra.

Riacho da Fazenda do Meio visto de cima da ponte. As primeiras chuvas já começaram na região.



Ponto em que o asfalto foi interrompido,  próximo à Fazenda do Meio e à 13km  da sede de Dom Inocêncio que ficou para trás.

Após trafegar por 16km de estrada de chão com boa parte piçarrada, finalmente chegamos a outra ponta do asfalto, a que vem de São Raimundo Nonato, na localidade Santa Bárbara, município de Coronel José Dias, exatamente na fronteira com Dom Inocêncio .  Como pudemos notar, são apemas 16km de estrada de chão praticamente pronta para receber o asfalto.










Mais um centenário em Dom Inocêncio

Nesta última sexta-feira (26/10), mais um inocentino aniversariou e entrou na três casas decimais, ou seja, a que representa um centenário. O grande vaqueiro Evaristo Ribeiro Soares, da localidade Sal, que pertence ao município Dom Inocêncio, mais conhecido como "Caboquim", completou cem anos gozando de muita saúde e junto de seus familiares, seus três filhos: Noralice, filha ainda do primeiro casamento, hoje com 75 anos; Laurito, ou simplesmente Lorito, como gosta de ser chamado e Edite do Loro, os dois últimos filhos do segundo casamento. 

Caboquim, ao alcançar a graça de chegar a esta esplêndida idade, viveu mais de 36.525 dias e se junta a mais três inocentinos que já são, como ele, centenários. O Senhor Sabino,  com 100 anos completos, Barnabé com 104 anos e Dona Justina que, mais velha que Sabino, também já passou dos 100 anos e mora na sede de Dom Inocêncio.

Como desejava Caboquim, que sempre sonhou em comemorar o seu centenário, se conseguisse alcançar  esta brilhante data, foi realizada uma grande festa que reuniu todos os seus amigos e toda família que hoje é bastante numerosa. Veja imagens:

Caboquim, que acabou de completar 100 anos, com seu sobrinho Quintino, que conta com mais de 80 anos

Dona Edite do Airton, muito contente com a graça alcançada por Caboquim

Familiares ao lado do aniversariante que passou dos 100 anos ou 36.525 dias de nascimento



O bom velhinho, apesar da idade avançada, está com a saúde em dia e não dispensa a bengala somente por precaução

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Estrada São Raimundo a Caracol, 80km e 80 quebra molas

Quem não passou ainda pela pista que leva à cidade de Caracol, última fronteira do Piauí no sudeste do estado e porta de entrada para Serra das Confusões, saindo de São Raimundo Nonato, não teve o prazer de contemplar belas paisagens e ao mesmo tempo, trafegar por uma pista totalmente pavimentada desde 2005.

O único problema é que nos 80km de distância que separam os dois municípios, o condutor terá que se deparar com 80 lombadas ou quebra molas que foram cuidadosamente instalados nas entradas e saídas dos povoados que estão à margem da pista. Fizemos questão de contar as lombadas.

Saindo de São Raimundo Nonato passamos pelas localidades de Fechadão, Nascimento e Gameleira, ainda em São Raimundo. Municípios de São Braz, Anísio de Abreu, Jurema e Caracol, respectivamente.


Assentamento do Saco a  6 km  de Caracol

Chegando a mais um povoado próximo a Caracol 

Zona urbana de Anísio de Abreu



Caldeirãozinho localidade que pertence ao município de Jurema


Povoado Maristela em Anísio de Abreu

Povoado Maristela em Anísio de Abreu

Lombadas eram constantes na pista


Entrada do município de Anísio de Abreu vindo de Caracol

Zona urbana de Anísio de Abreu
Tamanduá na entrada do município de Anísio de Abreu vindo de São Raimundo Nonato.A localidade era conhecida como Tamanduá antes de virar município