sexta-feira, 28 de abril de 2017

Inocentino alerta para preservação da caatinga

Umbuzeiro do Cabaço, na estrada que liga a sede de Dom Inocêncio a localidade do Oiti 


Para comemorar o Dia da Caatinga, nesta sexta-feira 28/04, nosso amigo inocentino José Costa, o popular Costinha, poeta, leitor e apreciador do blog da Cristal, nos enviou esta mensagem de alerta sobre a Árvore Sagrada do Sertão, acompanhe o relato.

"Não posso deixar de postar isso.
29 de setembro, dia da árvore
Por José Costa- Costinha


O motivo desta iniciativa é que no dia 28 de abril comemora-se, no Brasil, o dia da Caatinga e eu gostaria de mandar uma mensagem para todos Sertanejos. 


É sobre o umbuzeiro.
A árvore mais emblemática do Sertão 
É umbuzeiro.
Verde e exuberante,
O ano inteiro,
Dá proteção e agasalho
Ao agricultor e o Vaqueiro.
Seus frutos saborosos,
Não tem comparação,
Matam a sede da gente 
E servem de alimentação,
Por isso Euclides da Cunha 
Deu-lhe o nome,
Árvore Sagrada do Sertão.


Nasci e vivi a minha infância a 10 Km da sede do Município de Dom Inocêncio, onde havia grande concentração de pés de umbuzeiro. O umbuzeiro sempre fez a alegria das crianças e dos adultos no Sertão. Os umbuzeiros serviam até de parque de diversões e abrigo para a meninada. 

Quando falo do umbuzeiro, me vejo diante do menino que fui e, ao mesmo tempo, compreendo a verdadeira dimensão de sua importância para o Sertanejo. 


Hoje, ao visitar o Sertão, fico estarrecido de ver que essa árvore se encontra ameaçado de extinção.
Na região de Dom Inocêncio, praticamente não há plantas novas de umbuzeiro, por conta da procura dos animais por elas. 


Faz-se necessário a conscientização da população para mudança no manejo dos animais e o incentivo da proteção dos umbuzeiros através de cercados.


Em nossa região há grande potencial para o cultivo da espécie.
Uma área na qual acredito que seria possível desenvolver um grande trabalho educativo de exploração sustentável do umbuzeiro, envolvendo a comunidade, seria a área no entorno do Parque Nacional da Serra da Capivara, por vários aspectos: 


- seria uma alternativa à criação de animais, haja vista não ser permitido criar animais soltos nas proximidades do Parque; 

- o umbuzeiro faz parte do bioma caatinga e serve de alimento para humanos e animais que habitam esse ecossistema; 

- a produção de frutos poderia melhorar a alimentação e a renda dos camponeses que vivem no local; 

- acredito que o umbuzeiro pode ser plantado dentro da área do Parque, visto que pode ser plantado sem desmatar a caatinga; e o umbuzeiro, seus frutos e derivados não deixam de ser importante atração turística.

Todas essas sugestões dependem de práticas relativamente simples para serem implementadas.
O preocupante é que, por incrível que pareça, ninguém da região se dá conta da situação, nem a população, nem os gestores públicos. 


Apesar de ser público e notório o declínio do umbuzeiro, não se faz nada para salvar a planta. Foi aí que eu resolvi tentar chamar atenção das pessoas para o problema, começando por abordar o assunto em forma, digamos, divertida. 

A ideia é que este modesto poema em forma de cordel (vê abaixo) seja divulgado através dos meios de comunicação da região. Vale a pena apostar naquele velho ditado popular: “água mole em pedra dura tanto bate até que fura". 

Só com a adesão da sociedade e das instituições é possível incentivar a preservação dos umbuzeiros existentes, efetuar o plantio de novas árvores para repor as plantas mortas, aumentar a população de plantas e, assim, salvar o umbuzeiro da ameaça de extinção para que as presentes e futuras gerações possam usufruir dessa grande riqueza natural, patrimônio exclusivo do Sertão Nordestino.


UMBUZEIRO - PATRIMÔNIO DO SERTÃO
Umbuzeiro planta sagrada,
Deixada pelo criador,
Confiada ao Sertanejo
Para ser seu cuidador.

Salve, salve o umbuzeiro,
Planta nativa do Sertão,
Salve, salve o umbuzeiro
Da ameaça de extinção.

Sertanejo, Sertanejo,
Não fracasse sua missão,
Bote fé no Criador,
Que o umbu tem salvação.

O Senhor é seu Pastor,
Não deixará umbu faltar,
Cuide bem do umbuzeiro,
Para o umbu não se acabar.

Sertanejo, Sertanejo
Não deixe o umbuzeiro morrer,
Se no Sertão faltar umbu
O Sertanejo vai sofrer.

Tanto o povo da cidade
Quanto a população campestre
São só felicidade
Com nossa planta silvestre.

O vaqueiro, o agricultor,
O empregado, o fazendeiro,
Todo trabalhador do campo,
Se beneficia do umbuzeiro.

Umbuzeiro, umbuzeiro,
Patrimônio do Sertão,
A extinção do umbuzeiro
É prejuízo pra nação.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto. Cansados de promessas do governo, inocentinos bloqueiam a PI-140 e protestam pela continuação do asfalto

"Inocentinos não irão ás urnas se asfalto não sair"

Sexta-feira, 31 de março de 2017. Na fatídica data que marcou a queda do regime democrático e instituiu a ditadura no país há 53 anos, em 1964, a nação acordou novamente sob os gritos de protestos em todos os estados da federação contra a reforma da Previdência imposta pelo governo de Michel Temer.

Estrada com asfaltamento incompleto é a única via de acesso ao município (Foto: Derlizandra Marques/Arquivo Pessoal)
Foto: Derlizandra Marques/Arquivo Pessoal    G1/Piauí

Bem distante das atenções e holofotes da grande mídia, isolado e sequer conhecido pelos brasileiros, um pequeno município  do semiárido piauiense , Dom Inocêncio, a 634km de Teresina, desperta ás quatro horas da madrugada   com seus moradores movidos pelo sentimento de revolta e cidadania que lembra a revolução de 1964, tamanho é o patriotismo e a união dos inocentinos, como são chamados os que nascem nesta terra, mais conhecida como "Terra dos Sanfoneiros".

Diferente do restante do país, a luta que tirou os inocentinos cedo da cama é outra. O que moveu boa parte da população inocentina - que gira em torno de nove mil pessoas - para seguirem juntos na madrugada chuvosa desta sexta-feira até o município vizinho de São Lourenço do Piauí a 80km de distância foi apenas o desejo de deixar de ser  uma terra isolada dos municípios vizinhos.

Os inocentinos cansaram. Cansaram de tantas promessas do governador Wellington Dias - que já está no terceiro mandato se encaminhando para o quarto em 2018 -  de que teriam uma ligação por asfalto para a sede da sua região, o Território Serra da Capivara, São Raimundo Nonato, conhecida mundialmente pelos seus sítios arqueológicos.

As obras do tão sonhado asfalto se arrastam desde 2011 quando foi iniciado e terminado um trecho de cerca de 18km partindo de São Lourenço com destino a Dom Inocêncio. Na campanha para governador em 2014, Wellington Dias chegou até a subir em um banquinho de couro e madeira improvisado no meio da praça das Palmas no centro da sede de Dom Inocêncio para dizer que o asfalto seria concluído, caso fosse eleito.
imagem: Gustavo Almeida

A imagem pode conter: 7 pessoas, pessoas em pé, atividades ao ar livre, texto e natureza
imagem: Gustavo Almeida
Manifestantes bloquearam a rodovia e só liberaram a passagem de ambulâncias (Foto: Derlizandra Marques)

Manifestantes bloquearam rodovia e só liberaram passagem de ambulâncias (Foto: Derlizandra Marques) G1/Piauí




As obras reiniciaram ano passado, mas passados seis meses, apenas serviços de terraplanagem na estrada foram feitos em cerca de 20km. do total de 55km que ainda faltam para chegar à sede inocentina. No meio do ano, as obras foram paralisadas novamente até o presente momento.

Nós da Cristal, com sede em Dom Inocêncio, assim como todos os inocentinos e os que necessitam trafegar pela via, sentimos na pele os transtornos que a falta de uma ligação por asfalto com São Raimundo provoca sobretudo no período chuvoso.

Ir à Dom Inocêncio é uma verdadeira aventura que muitos evitam com medo de ficarem pelo caminho, devido as péssimas condições da estrada. 



Estamos totalmente de acordo e apoiamos o movimento que luta por uma causa mais do que justa, "Dom Inocêncio sem asfalto, Dom Inocêncio sem voto". Estrada é vida, estrada é progresso. Por ela passam pessoas, mercadorias, equipamentos, e facilita o acesso ao desenvolvimento de um município e região.
Ao bloquear a pista,  os inocentinos estão demonstrando um sentimento de força e união e prometem impedir a entrada do governador Wellington Dias e outros políticos no município enquanto as obras não forem retomadas e o asfalto concluído. 

As festividades do município começam no meio do ano e atraem muitos políticos para Dom Inocêncio que não serão bem vindos à Terra dos Sanfoneiros caso o asfalto não saia. Foi o que prometeu um dos idealizadores do movimento, o inocentino Agnaldo Macedo.

imagens: G1/Piauí
texto: Raimundo Campos


quarta-feira, 22 de março de 2017

As florzinhas Jade e Paula - Pessoa errada (Cover - Maiara e Maraísa)

As gêmeas Mikaela e Rafaela que moraram em Dom Inocêncio até 2012, no Alto Bela Vista, estão ingressando na carreira artística seguindo os passos do pai Zé Nivaldo que fez muito sucesso nos anos 80 como integrante do famoso e lendário Trio Nordeste que era composto por três irmãos, Evan, Milton e o próprio Zé Nivaldo que arrebentava no triângulo.

Hoje, Evan ainda toca sanfona na rádio Serra da Capivara e Zé Nivaldo está em Mauá-SP. Milton, que tocava pandeiro já é falecido.


Confira o primeiro vídeo das garotas que já estão fazendo apresentações em São Paulo e divulgando o trabalho na internet, como Jade e Paula, sobrenome de batismo das gêmeas. 
Sucesso para as florzinhas!!!



sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Sexta-feira chuvosa em São Raimundo e centro fica embaixo d'água

São Raimundo Nonato amanheceu sob forte chuva nesta sexta-feira (10/02) e o centro da cidade, como sempre acontece quando chove, não suportou a quantidade de água que desabou sobre as principais vias o que acabou inundando a área central impedindo o tráfego virando um verdadeiro caos.

Uma barreira policial foi formada alertando os motoristas a desviar do centro. Durante todo o dia as águas ainda não haviam baixado. Somente no início da noite o trânsito começou a ser normalizado na zona central .










A imagem pode conter: pessoas sentadas, atividades ao ar livre e água


A imagem pode conter: atividades ao ar livre

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A imagem pode conter: atividades ao ar livre

A imagem pode conter: atividades ao ar livre










domingo, 5 de fevereiro de 2017

Não plante Nim Indiano

O blog do professor Marcelino Keliton alerta para os malefícios de se plantar o Nim Indiano ou o popular Lírio, a árvore é invasora da caatinga e está destruindo as águas, as plantas e fauna locais. Confira o relato


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Especialistas de várias áreas, biólogos, geógrafos, pesquisadores, do estado do Ceará estão preocupados com a morte do bioma Caatinga naquele estado por conta do plantio desenfreado do Nim Indiano (Azadirachta). 

Estes especialistas defendem esta tese com base em observações in locus nestes últimos 10 anos.


A região de Inhamuns, sudoeste do estado do Ceará, está sofrendo com a proliferação do Nim Indiano - planta exótica oriunda da Índia. 


Invés de plantar árvores nativas da Caatinga, a população em geral e o Estado estão preferindo o Nim. 


..."a espécie Nim se alimenta dos microrganismos da terra, é repelente natural de proporções desastrosas para a fauna e a flora, tem poder extraordinário de reprodução que já está sem controle, é árvore invasora, é abortivo natural que já ocasiona danos na região", explica Jorge de Moura, secretário executivo do Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc). 

Na microrregião do Sertão de Inhamuns vários agricultores relatam que muitos prejuízos estão sendo sentidos. 

"Todas as árvores frutíferas do seu sítio morreram e até parece que atearam fogo, a água está contaminada. Se algum canteiro de verduras ou mesmo árvores forem regadas com essa água, a mortandade é de imediato", falou um agricultor da fazenda Veneza do município de Tauá. Aqui em Esperantina a realidade não é outra. 


Há pouco tempo este Nim Indiano desembarcou com força total em nosso município.


Está empestada. Para quem espera retorno rápido quanto ao sombreamento, esta planta é chave de ouro, ou seja, a curto prazo está servindo tanto aos moradores quanto às instituições públicas e privadas da cidade.

Por outro lado, a longo prazo, os danos estão se tornando irremediáveis.

Tanto o solo, o ar e as águas estão sendo afetados diretamente a cada dia.

O ser humano, dependente desses três elementos, logo estará colendo sua própria doença, sua própria morte. 

Em breve não teremos mais solo cultivado. O ar poluído fará parte de nosso cotidiano e a água que beberemos não passará de veneno.
Os prejuízos na saúde serão bem maiores do que hoje. Flora e fauna, nativas, serão extintas e viveremos como os principais agentes de nosso próprio fim.
Plantas de nosso bioma (Caatinga), frutíferas ou não, não estão mais sendo usadas como arborização (pública e privada) em Esperantina.

"Eu só sou responsável pelo que eu falo, não pelo o que você entende" (Renato Russo).

Contribuição - painelflorestal

DE PETROLINA PARA SÃO RAIMUNDO VIA REMANSO: A LENDA QUE SE DESFEZ

blog Novos Horizontes
Confira o relato de um casal que veio visitar a Serra da Capivara em São Raimundo Nonato e ficou na dúvida ao chegar em Petrolina-PE entre vir por Remanso-BA ou Afrânio-PE.
"Desde o início do planejamento da viagem tínhamos uma dúvida: quando estivéssemos em Petrolina, qual caminho pegaríamos para São Raimundo Nonato?
A dúvida não surgiu por acaso. Com as pesquisas, descobrimos que existiam duas alternativas de trajeto para quem estava em Petrolina. Uma mais longa em 80 km, porém toda asfaltada, que iria pela divisa Pernambuco/Piauí até a cidade piauiense de Afrânio e de lá seguiria para São Raimundo Nonato. Já a outra, mais curta, porém com 50 km de estrada de chão, seguiria pela divisa Pernambuco/Bahia até a cidade baiana de Remanso e de lá seguiria para São Raimundo.
Até aí, tudo bem, já que, pra mim, melhor seria pegar 50 km de chão e economizar 80 km em distância total de percurso. O tamanho da dúvida começou a evoluir quando decidimos dar uma olhadinha em alguns relatos encontrados na internet.
Os relatos eram bastante desanimadores (e de tão dramáticos, até engraçados), já que diziam que a estrada era intrafegável, com muitas crateras intransponíveis e que, de tempos em tempos, surgiam notícias de assaltos por essas bandas.
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Placa cravada a balas ainda permanece na estrada, caracterizando o período “sombrio” da rota
Era quase que unanimidade que a estrada por Remanso não valeria a pena (a essa altura eu já estava com uma pulga atrás da orelha com essa estrada). Diante disso, desencanei de decidir esse caminho naquele momento de planejamento (planejar não é mesmo meu forte) e resolvi ver quando já estivesse em Petrolina.
Chegado o momento de tal decisão, fomos procurar informações com um funcionário do hotel onde estávamos hospedados em Petrolina, afinal “nada melhor do que alguém da região para nos dar essa informação”, pensei.
Quando perguntei sobre as condições da estrada de Remanso, logo percebi um semblante sério no rosto do rapaz. Até pensei que tivesse feito algo errado, falado um palavrão ou coisa do tipo. Logo veio a contraindicação: “Não aconselho. Trabalhei por essa região algum tempo e essa estrada é horrível. Lá só tem buracos e crateras enormes. E tem mais! Os bandidos costumam se vestir de policiais para simularem blitz e realizarem assaltos. Se eu fosse você, gastaria um tempo pouca coisa maior e iria por Afrânio.”
O rapaz não sabia, mas, por algum motivo incompreendido, a sua contraindicação teve o efeito contrário. Afinal, porque não ir por Remanso? A Lu enviou uma pergunta para a guia que iria nos receber em São Raimundo sobre os possíveis assaltos nessa região, ela então respondeu falando que isso tinha sido há muito tempo atrás e que já não existia mais. Era o que faltava para batermos o martelo na nossa decisão.
Chegado o dia da tão esperada viagem, seguimos em direção a Remanso. Esse trecho tinha tudo para ser super tranquilo, com retas intermináveis e pouco movimento.
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Porém um ingrediente surpresa apareceu para modificar a situação: animais na pista! Sim, e eram muitos, dos mais variados, tinham jegues, cavalos, bodes, carneiros, porcos, cachorros… Apareciam do nada, em grupo, solitários, brotavam do asfalto. Ou surgiam das miragens produzidas pela lei da refração. Não tinha como dirigir tranquilo, pois a todo instante aparecia um bicho na sua frente. Terrível.
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Chegando em Remanso, ainda restavam aproximadamente 100 km até São Raimundo, sendo que os próximos 50 km seriam da infame estrada de chão. Logo na saída da cidade, percebo algo parecido com asfalto no centro da estrada, porém andar pelo acostamento se revelou um caminho mais seguro e confortável a seguir.
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Nos quilômetros iniciais surge uma mulher que parecia acenar para nós, e eu, sem entender direito, apenas continuei. Depois de alguns quilômetros, a parte de asfalto desapareceu e a tão temida estrada de chão se revelou por inteira para nós. Porém, logo percebemos se tratar de uma estrada de chão comum. Nada de crateras e buracos intransponíveis, mas sim, muitas costelas de vaca e pedras durante todo o trajeto (devo admitir que foi até meio decepcionante). Conseguíamos desenvolver velocidades de até 60 km/h, nada mal para uma estrada de chão.
Até a metade do trajeto, tudo ia bem, entretanto, notei pelo retrovisor um grande rastro de poeira e logo percebo que vinha um carro atrás de nós a toda velocidade. A paranoia tomou os meus pensamentos – “Um carro pequeno, nessa velocidade, nessa estrada… Só pode ser alguém querendo nos assaltar e aquela mulher que tinha acenado para nós queria nos dizer alguma coisa”.
Apenas comento brevemente com a Lu, ligo a tração 4×4 e começo a acelerar. Estamos flutuando e chacoalhando na estrada de cascalho e costelas de vaca a 80 km/h, olho no retrovisor e lá está ele, o corsinha branco na nossa cola. – “Puta que pariu, esse cara vai mesmo nos assaltar?” – penso eu.
Foi quando encontramos um outro carro na nossa frente. Comento com a Lu: – Vamos ficar atrás desse carro, e o “assaltante” não vai poder fazer nada. E assim chegamos no asfalto. Logo, o carro da frente sumiu no horizonte e fomos ultrapassados pelo “assaltante”. Passada a histeria, andamos mais 40 km, até chegar em São Raimundo Nonato, sem sermos assaltados, obviamente, gastando apenas 4 horas de viagem, contra as 5 horas previstas no caminho por Afrânio, e totalmente inteiros.
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Concluindo, se você não se importar em pegar uma estrada de chão, com suas costelas, pedras e poeira e quiser economizar quilometragem e tempo nesse trajeto, esse caminho por Remanso é uma excelente alternativa. Carros pequenos trafegam perfeitamente por lá. É lógico que as condições dessas vias podem mudar muito de uma época pra outra do ano, mas não acreditem em tudo que ouvem por aí. Procurem sempre o máximo de informações, e, se possível, atualizadas."

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Belas imagens de São Raimundo Nonato

" Onça teve bigodes arrancados por vândalos "
Confira as  imagens de São Raimundo Nonato tiradas sob um novo ângulo.

Aeroporto Internacional Serra da Capivara

Entrada do Aeroporto Internacional Serra da Capivara. Aeroporto já tem voos para Teresina e Picos

Saguão do Aeroporto Internacional Serra da Capivara. Atendente emitindo passagens para Teresina ao fundo

Uma das onças símbolo do município na entrada de São Raimundo Nonato. Vândalos arrancaram todos os bigodes da onça

Siriema em frente à estação rodoviária. Um dos símbolos do município 

Vista do Alto do Cruzeiro com bairro Paraíso das Aves ao fundo

Vista do Alto do Cruzeiro com bairro Gavião e Santa Fé  ao fundo

Vista do Alto do Cruzeiro em direção ao centro de São Raimundo

Vista do Alto do Cruzeiro com bairro da Milonga ao fundo

Vista do Alto do Cruzeiro com bairro do Galo Branco ao fundo

Centro de São Raimundo visto do alto do bairro do Umbelina I


De cara nova, Cristal registra aumento na demanda por produtos, mas ainda opera sem lucro

"Na contramão da crise"


A Cristal produtos para limpeza, localizada em Dom Inocêncio-PI, registrou aumento de cerca de 25% na demanda por produtos neste em 2016 em relação ao ano passado.

"Estivemos mais focados no atendimento ao cliente e realizamos algumas ações no ponto de venda procurando atender a demanda. Uma delas é o display exclusivo de produtos que facilita a visualização pelo cliente. 

O fato de ser uma empresa que nasceu em nossa terra, no território da Serra da Capivara, precisamente em Dom Inocêncio, é o nosso principal diferencial  que favorece o relacionamento com o consumidor que prefere adquirir produtos de sua região promovendo o desenvolvimento local  e valorizando o cliente com produtos que ele conhece bem a procedência.

Apesar do aumento da demanda, a Cristal ainda não está obtendo lucros nas operações e continua apresentando perdas, sobretudo no custo de manutenção do veículo recém adquirido por conta das viagens de São Raimundo a Dom Inocêncio trafegando em uma estrada que ainda não está pavimentada. A produção ainda continua em Dom Inocêncio.

As despesas fixas incluindo combustíveis, manutenção de veículos, divulgação e comissões somaram cerca de seis mil reais no ano. O lucro bruto no ano alcançou apenas quatro mil reais. Portanto, a empresa teve que arcar com um prejuízo de dois mil reais em 2016. 

Registramos aumento na demanda, mas ainda não o suficiente para sair do vermelho. Os custos subiram mais que as vendas o que inviabilizou a lucratividade, salientou a administração. Este ano a previsão é de aumentar o atendimento ao consumidor com a abertura de novos clientes ou postos de vendas.
Desinfetantes lideraram as vendas em 2016


Transporte

Outra ação importante foi a aquisição de um veículo para o transporte de produtos que facilitou o atendimento ao distribuidor", frisou Raimundo Campos, responsável pela Cristal.

A aquisição do transporte facilitou também a entrega de produtos em São Raimundo Nonato. "No início, o atendimento em São Raimundo era feito para um cliente apenas e a mercadoria seguia nas vans que fazem o transporte de passageiros o que dificultava a chegada dos produtos, agora com o veículo estamos atendendo a uma base maior de clientes aumentando a frequência no atendimento", pontuou o administrador.

Fazendo a roda girar

O consumidor não faz ideia do grande benefício que ele gera em sua localidade e no município  ao consumir um produto fabricado em sua região. A Cristal tem consciência disso e se orgulha de poder contribuir para o crescimento de São Raimundo, Dom Inocêncio e nossa região dando preferência em adquirir matéria-prima e serviços de parceiros destas localidades.

Para produzir, uma empresa necessita de vários insumos e serviços que são adquiridos no próprio local. Isto acaba gerando trabalho e renda para outras empresas locais e impostos que também são aplicados na localidade o que acaba melhorando a vida das pessoas e fazendo a roda girar. 

Talvez se soubesse ou lembrasse desta relação de causa e efeito, o consumidor pensaria duas vezes ao adquirir um produto que vai gerar benefício e criar riqueza para outras regiões ou outros estados. Isto explica, em parte, por que ainda somos uma região com poucos recursos para serem aplicados em benefício da população. Falta a consciência e vontade de fazer com que os recursos fiquem em nossa terra sem precisar sair para promover o desenvolvimento em outras regiões.
  
Produção

Por uma questão de logística a produção continua sendo feita em Dom Inocêncio. "A água da barragem da Onça que abastece São Raimundo, apesar de tratada, é imprópria para o consumo e consequentemente para a fabricação de produtos. Assim, continuamos a produzir em Dom Inocêncio onde temos água captada nas cisternas adequada a produção."
Já os produtos que apresentaram maior procura foram os desinfetantes disponíveis em cinco aromas, em seguida a linha de lava louças, limpa alumínio e detergente. A linha de lavanderia, sabão líquido e amaciantes ficou em 3º lugar, seguidos da cera líquida e o lustra móveis.


Sabão Anita, nova aposta da Cristal, ideal para
lavagem de roupas no tanquinho e na máquina

"Da linha de sete produtos o único que não fabricamos é o lustra móveis devido a sua complexidade e alta concentração. Ele é feito a base de silicone e possui várias utilidades na limpeza e polimento de objetos de madeira, ferro, plásticos e outros materiais."

Dois produtos, limpa alumínio e cera líquida, são adquiridos em São Paulo  e manipulados na Cristal, o restante é fabricado totalmente em Dom Inocêncio.
Amaciante para roupas
Dom Inocêncio

O atendimento aos lojistas de Dom Inocêncio também foi modificado. "antes a responsabilidade pelas visitas era exclusivamente nossa, mas morando em São Raimundo torna-se inviável o atendimento contínuo, hoje já contamos com colaboradores em Dom Inocêncio que visitam  os distribuidores na sede do município", esclareceu o professor.

A respeito da falta de produtos na prateleira de algumas lojas, a administração esclarece que está se esforçando para não haver rupturas. 

" Na verdade estamos fazendo o possível para evitar a descontinuidade no atendimento que aumentou com a expansão dos clientes, mas é preciso deixar claro que a responsabilidade pelo sortimento de produtos nas prateleiras é do próprio lojista que precisa nos comunicar para fazer a reposição. Não está havendo falta de produtos em estoque, apenas em algumas ocasiões não estamos sendo avisados a tempo de repor o produto na prateleira quando o cliente precisa e não podemos fazer isso sem autorização do lojista". 

Contato 

Dom Inocêncio
Netinha - 015 89 98107-0811
Zé Carlos - 015 89 98111-2125

São Raimundo 
Raimundo - 015 89 98123-3794 whatsapp
Marilde - 015 89 98103-3938