quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Barragem da Onça em São Raimundo Nonato e mais quatro no Piauí são interditadas.


'É hora da onça beber água'
barragens são fechadas para recuperar a capacidade hídrica e assegurar atendimento aos consumidores.


 O coordenador do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) no Piauí, José Carvalho Rufino, revelou nesta quinta-feira (01/11) que as barragens Salinas, em São Francisco do Piauí e Oeiras, Ingazeiras (Paulistana), Petrônio Portela (São Raimundo Nonato), Pedra Redonda (Conceição do Canindé) e Bocaina foram interditadas apenas para consumo humano, por conta do baixo nível de armazenamento. 


O Dnocs, o Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) e a Defesa Civil analisam liberar água destas barragens numa tentativa de perenizar água nos rios Canindé e Piauí para garantir abastecimento para os municípios próximos.


A captação de água nestas barragens foi proibida pela Justiça, exceto para consumo humano. "Nossa intenção é fazer uma interligação entre as bacias e as grandes barragens, de forma a melhorar a oferta d'água. Queríamos perenizar os rios Piauí e Canindé, que estão com os leitos secos, para ter água para os rebanhos. A tendência conforme previsões, é de se alongar o período de estiagem e, com ela, aumentar os problemas para as famílias afetadas", comentou o coordenador do Dnocs.

Barragem do Bocaina foi uma das cinco interditadas

Paulistana

O açude Ingazeiras, que abastece Paulistana e região, têm capacidade para 24 milhões de metros cúbicos. Atualmente está com menos de 8 milhões de metros cúbicos. A Justiça proibiu o uso da água daquele açude para abastecer as obras da ferrovia Transnordestina e também para irrigação. "Lá está um ponto crítico para a captação de água. Priorizamos o abastecimento humano", informou José Carvalho Rufino. 

São Raimundo Nonato

Em São Raimundo Nonato, a barragem Petrônio Portela tem capacidade para 185 milhões de metros cúbicos de água, hoje tem menos de 100 milhões. É a maior barragem na região.


São Francisco e Oeiras

Na região do semiárido, entre São Francisco e Oeiras, a barragem Salinas tem capacidade para 387 milhões de metros cúbicos de água. No entanto, está com menos de 270 milhões de metros cúbicos. 

Conceição do Canindé

No município de Conceição do Canindé, também na região do cristalino do semiárido, a barragem Pedra Redonda está com a metade da capacidade - tem hoje 120 milhões de metros cúbicos, dos 216 milhões possíveis. 

 Bocaina

No açude Bocaina, na cidade do mesmo nome, a situação é mais dramática. O açude chegou a menos de um terço da capacidade.

Barragem da Onça (Petrônio Portela) em São Raimundo Nonato


O nível de água caiu de 106 milhões de metros cúbicos de capacidade máxima, para menos de 37 milhões de metros cúbicos e compromete o abastecimento humano, porque a água não tem mais a qualidade para o consumo. "Nós estamos num impasse, entre fechar ou abrir as comportas. Priorizamos o consumo humano, mas teremos que decidir isso. O problema é que a água pode ficar imprestável tanto na fonte de captação, quanto no leito dos rios. Temos que garantir água para população e vamos nos reunir para decidir isso esta semana ainda", declarou o coordenador do Dnocs.
 

Diário do Povo

Nenhum comentário: